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Perspectiva

Mercado de food service prevê salto de recuperação com menos competidores em 2021

  • 10/12/2020 14:41
Foto: Matthias Koch/Unsplash
Foto: Matthias Koch/Unsplash| Foto:

O mercado de food service terá um salto de recuperação em 2021 na comparação com as perdas causadas pela pandemia do coronavírus em 2020. É o que preveem as pesquisas mais recentes do setor apresentadas por Sérgio Molinari, consultor e fundador da Food Consulting, em uma live promovida pelo 99 Food nesta semana.

Os números promissores, levantados pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e projeções da Food Consulting, apontam que o setor vai passar de uma queda de 32% em 2020 para uma alta de 22% a 25% em 2021. Será um salto de mais de 50 pontos porcentuais na comparação com as perdas ocorridas ao longo deste ano.

Muitos destes ganhos devem ocorrer por conta da menor competição do mercado, já que pelo menos 25% dos operadores fecharam as portas em 2020. Quem conseguiu ficar em pé, segundo Molinari, conseguirá conquistar mais clientes que querem voltar a consumir – mesmo com renda menor.

“O mercado vai se recuperar com menos estabelecimentos em um 2021 mais positivo do que se imagina. Quem se mantiver no mercado de forma saudável, ativa, e que se reinventou, vai abocanhar uma fatia do bolo até maior do que já tinha”, afirma o consultor.

No entanto, a recuperação projetada neste momento vai depender muito do que vier a acontecer no combate à segunda onda da Covid-19. Para Molinari, a menos que haja uma piora no agravamento do avanço da doença no país, o mercado vai começar 2021 já avançando mais do que a projeção de 87% de recuperação do faturamento em dezembro.

Tendências para 2021

Essa recuperação promissora esperada pelo consultor Sérgio Molinari se dará principalmente por conta das tendências criadas ao longo da pandemia e que continuarão presentes ainda mais fortes em 2021. O uso das redes sociais e serviços como retirada no balcão e os clubes de assinatura foram canais complementares que passam a ocupar cada vez mais espaço nas estratégias dos empreendedores.

“O mercado está ativando mais do que nunca, buscando o consumidor e vendendo pelo canal que mais se destacou em 2020. Foi por uma questão de sobrevivência, mas agora será por crescimento mesmo”, analisa.

Um dos indicadores é uma análise do comportamento do consumidor a partir de pesquisas realizadas em setembro e outubro, quando as regras de distanciamento foram flexibilizadas em praticamente todo o país. Molinari conta que, nestes meses, os take away teve a mesma quantidade de clientes do atendimento presencial, e que a modalidade vem crescendo fortemente na preferência dos clientes

“E outras tendências que consideramos importantes são os pratos para finalizar em casa, os kits de refeições e as assinaturas como opções convenientes, de levar a experiência do restaurante para casa”, completa.

Delivery definitivo

Além dos novos formatos de vendas, Molinari ressalta que o delivery veio para ficar definitivamente. Para isso ele cita a mais recente pesquisa feita pelas entidades com projeções da Food Consulting, em que 45% dos operadores adotaram a entrega em domicílio durante a pandemia e vão incorporá-la de vez aos seus negócios – a mesma quantidade passou a utilizar aplicativos de marketplace.

Muitos deles, 47%, começaram a divulgar seus negócios nas mídias sociais durante a pandemia para informar aos clientes das ações e opções oferecidas. Destes, 19% indicaram que vão manter promoções e descontos fixos nas suas rotinas, e mais 27% de forma temporária.

“Esses canais devem estar nas estratégias dos negócios, com uma melhoria na gestão e no planejamento. São ações que não devem ser deixadas de lado”, completo César Rissete, gerente da unidade de competitividade do Sebrae, que participou da live.

César lembrou que essas estratégias serão importantes para equacionar um passivo que já chega a R$ 100 bilhões acumulados pelo mercado desde o início da pandemia, com um retorno gradual das atividades sem levar em consideração uma segunda onda da Covid-19. Se vier a acontecer, todas as projeções mudam e o cenário do mercado será “dramático e drástico”, de acordo com ele.

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