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Aplicativos delivery
Plataformas renovam benefícios para amparar restaurantes em dificuldades.| Foto: Gerson Klaina/Tribuna do Paraná

O avanço da pandemia do coronavírus no país em um nível mais grave do que durante a primeira onda, no ano passado, fez as plataformas de delivery reverem as estratégias de benefícios e incentivos aos restaurantes parceiros.

Nas primeiras semanas de contágio, os aplicativos baixaram as tarifas e anteciparam os repasses das vendas por tempo limitado, mas o recrudescimento em 2021 mostrou que a ajuda precisava ser prorrogada.

Desde a última semana, as plataformas como iFood, Uber Eats, Rappi e 99Food vêm anunciando novas medidas de incentivo aos restaurantes que conseguiram se manter abertos, e prolongando isenções tarifárias ou taxas mais baixas do que as cobradas normalmente.

Segundo Diego Barreto, vice-presidente de estratégia do iFood, a maior delas responsável por 43,2% das buscas na internet em 2020, o momento vivido pelos restaurantes é de contenções necessárias para manter as operações abertas e rentáveis.

"Temos a consciência de que o momento é de união de forças e mobilização para vencermos essa batalha, e o papel do iFood sempre será estar ao lado dos nossos parceiros [...] gerando renda e emprego para milhares de pessoas que dependem dessa atividade”, explica.

A plataforma estendeu por mais um mês a redução das taxas de serviço de 23% para 18% aos restaurantes que operam com logística própria, e de 12% para 11% aos negócios que atuam no marketplace. Já a antecipação de pagamentos em até 7 dias após a venda passa a valer até 30 de junho.

O iFood também segue com a disponibilização de linhas de crédito com juros a partir de 1,99% ao mês aos restaurantes parceiros através do Banco de Restaurantes iFood. E ainda descontos em fornecedores parceiros nas cidades de Campinas (SP) e Rio de Janeiro.

Pacotão de benefícios

Já no Uber Eats, a segunda plataforma de delivery mais buscada no Brasil em 2020 (9,3%), o principal benefício é a antecipação dos recursos das vendas de um dia para o outro, medida que já estava em vigor e segue valendo por mais 30 dias.

"Sabemos como o fluxo de caixa é importante e acreditamos que, ao repassar esses valores diariamente, ajudamos os empresários a tomarem as melhores decisões financeiras para os seus negócios", ressalta Rafael Pereira, Head de Restaurant Operations do Uber Eats.

A plataforma também reduziu as taxas de restaurantes que aderirem ao sistema a partir de 8 de abril e também para aqueles que já estão no aplicativo. Os novos operadores com rede própria de entregadores podem testar o serviço com isenção de taxas por 30 dias, enquanto que os que entrarem optando por entregadores parceiros do Uber Eats, a taxa por pedido será reduzida e fixada em 18%, também por 30 dias.

Por outro lado, os restaurantes que já utilizam a plataforma com rede própria de entregadores poderão pagar 5% de taxas por um mês, enquanto que os que utilizam entregadores parceiros do Uber Eats terão a opção de pagar 18% de tarifa nesse período. Segundo a empresa, os restaurantes elegíveis terão até o dia 7 de abril para confirmar que querem ativar o desconto.

A empresa também seguirá com a taxa isenta para os pedidos feitos pela plataforma online disponibilizada gratuitamente, assim como os pedidos na modalidade “Para retirar” nas cidades onde a prática está permitida. Há ainda o compromisso do Uber Eats em investir R$ 70 milhões em ações de marketing para gerar tráfego de usuários na plataforma.

Acordo com entidades

Para ajudar o setor a se manter em pé neste momento de crise, o Rappi fez um acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e a Associação Nacional de Restaurantes (ANR) para baixar as tarifas de intermediação de pedidos a partir deste mês de abril, entre outras ações.

Com isso, restaurantes que aderiram à plataforma até o dia 28 de março terão uma comissão máxima de 5% para os que operam na categoria de marketplace (entrega feita pelo parceiro) até o dia 31 de dezembro, e de até 18% no modelo full service (entrega feita pelo Rappi) até 4 de julho. Já aqueles que operam com tarifas menores não terão alteração nas comissões.

No entanto, o Rappi informa que a adesão aos novos porcentuais não é automática, e deve ser informada através do cadastro efetuado junto à plataforma. Sérgio Saraiva, presidente da operação no Brasil, explica que as novas medidas impactam os negócios da marca no país, mas que as são necessárias neste momento de agravamento da pandemia.

“As medidas adotadas têm impacto direto em nosso negócio e nos obrigam a reorganizar a operação em várias frentes. No entanto, estamos dispostos a assumir esse impacto porque acreditamos que em tempos difíceis como os que vivemos devemos tomar medidas extraordinárias e temporárias que ajudem nossos restaurantes parceiros a contornar este momento”, disse.

A empresa também prorrogou a antecipação dos repasses das vendas para até sete dias, a isenção de taxas para novos contratos nos primeiros 90 dias de uso da plataforma, e um fundo de marketing por meio de cupons de desconto para aumentar as vendas que serão enviados diretamente aos restaurantes de pequeno e médio porte cadastrados.

Sem exclusividade

Diferente do iFood, que vem enfrentando processos no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por impor exclusividade a alguns restaurantes cadastrados na plataforma, o 99Food começou a operar no Brasil há pouco mais de um ano com políticas mais flexíveis de operação.

A plataforma não cobra tarifas de adesão e nem mensalidade, e opera uma taxa de serviço na média do mercado – não revela o porcentual por pedido. Há, ainda, a antecipação semanal de pagamentos desde o início da operação no país.

As medidas fazem parte da campanha Compre do Pequeno, uma bandeira levantada pelo 99Food desde que chegou ao Brasil. A plataforma oferece também cursos gratuitos de gestão em parceria com o Sebrae, que ajudam os empresários no gerenciamento do negócio e operação do serviço de delivery.

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