Bebidas

A onda do vinho conquista BH: veja lugares que servem taças, garrafas e open bar

Bebida saiu do ambiente formal e se popularizou no consumo do público

por Lorena K. Martins, de Belo Horizonte, especial para Bom Gourmet Publicado em 28/01/2019 às 17h
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É comum caminhar pelas ruas da cidade em meio à profusão de bares e estabelecimentos e contemplar com pessoas bebendo cerveja, drinques e… vinho. Sim, o vinho deixou de ser, em Belo Horizonte, uma exclusividade de ambientes formais e refinados e passou a ser oferecido de forma descomplicada. Ou seja, é oferecido na mesma atmosfera boêmia que colocou cidade no patamar da capital dos botecos. Isso quer dizer que, longe de restaurantes e bistrôs, os rótulos, agora, ocupam bares com propostas mais descontraídas que englobam desde à taças individuais a preços convidativos até o esquema batizado de “open wine”, serviço que, por um preço fixo, oferece ao cliente rótulos para beber à vontade.

É o caso do Tinto BH que tem convidado muito mineiro à trocar a habitual cervejinha pelo vinho. Às terças, quartas e sábados a casa, localizada na região de Lourdes, oferece o serviço para beber à vontade a R$ 49, incluindo rótulos tinto, branco, rosé e também espumante. A medida é simples, de acordo com Matheus Mourthé, proprietário da casa: mostrar às pessoas que é possível apreciar bons vinhos pagando um preço justo. “Não precisa ter muito dinheiro ou entender de vinhos para apreciá-los. As pessoas podem tomar vinhos despretensiosamente, se divertindo com os amigos, sem necessariamente ter que harmonizar com a comida”, defende ele que faz questão de chamar o negócio de ‘bar de vinhos’. Aliás, o clima por lá é de bar e com mesas na calçada.

Mas, nesse caso, a comida também anda no compasso do bar. Os pratos e petiscos são simples e sem firulas e ganham espaço em vez de criações rebuscadas. “A intenção é desmistificar a ideia de que a cozinha criativa e bons vinhos têm que ser caros”, disse. O menu contempla taça de vinho individual a partir de R$ 10 e de espumante a R$ 12, além de pratos com o preço máximo de R$ 40, como as empanadas e a conchinita, que consiste em chips de mandioca com ragu de porco, guacamole e sour cream.

No restaurante italiano Bellazio, a proposta do serviço foi justamente o contrário. A seleção de rótulos do open wine foi criada justamente com a intenção de harmonizar a bebida com as receitas oferecidas por lá. “O vinho é a bebida que melhor ressalta as características de um prato e o nosso open wine intensifica essa experiência do sabor da gastronomia italiana que praticamos”, conta o proprietário Stefano Bellazzio.

Toda terça-feira, na Osteria Mattiazzi, o vinho à vontade é combinado com o jantar – quase que uma harmonização forçada por um preço justo: R$ 77. Já no La Palma, da chef Naiara Faria, a ideia de inserir o open wine foi também uma estratégia para impulsionar o público em um dos dias de menor movimento da casa.

O serviço, que retornará em fevereiro, contempla vinhos à vontade entre 18 e 0h, por preço fixo de R$ 41. “A proposta, que foi lançada no fim do ano passado, é convidar o público a conhecer da vasta seleção de vinhos que temos no restaurante, por um preço mais acessível”, disse.

Inserção com democratização: taças a preços com oportunidade

Para acompanhar a pizza de massa artesanal nos moldes italianos do Pitza 1780, a taça de vinho regional português, da região do Dão, é oferecida a R$ 12 (100 ml) aos clientes como também outra forma de desmistificação dos vinhos especiais. “Eu sempre acreditei na democratização dos bons produtos. É a mesma coisa com o vinho. Você pode oferecer uma bebida de qualidade com preço extremamente justo”, disse o chef e proprietário Eduardo Maya.

Já o Cabernet Butiquim, que mantém dois endereços na capital mineira, faz questão de manter uma carta dinâmica e foi um dos pioneiros a descomplicar a forma de consumo do vinho na capital mineira, levando a bebida para a calçada. Por conta disso, o principal objetivo foi permitir o acesso a vinhos de qualidade, oferecendo taças que podem variar de R$ 13 a R$ 25 cada, além de garrafas a partir de R$ 49. Entre as opções fixas, que podem ser degustadas em taças, estão vinhos reconhecidos como Vivaia Rosé Brut, Campos Reales Sauvingon Blanc, Ventisquero Reserva Pinot Noir e Paris Goulart Reserva Malbec.

O Cabernet Butiquim tem taças de rótulos premiados por R$ 13 a R$ 25. Foto: divulgação

Se você acredita que, mesmo sendo fiel à cervejinha gelada, vale à pena dar uma nova oportunidade ao menu, elencamos alguns estabelecimentos mineiros que, em comum, popularizar o consumo da bebida.

Tinto Gastronomia Descomplicada

tinto gastronomia descomplicada

Foto: Natália Meroto

Open wine: Terças e quartas das 18h às 22h
Valor: R$ 49
Sábados das 13h às 17h
Rua Tomás Gonzaga, 578, bairro Lourdes

La Palma

restaurante la palma

Foto: Studio Tertúlia

Open wine: Toda quarta-feira, das 18h às 00h (o serviço retorna a partir de fevereiro)
valor: R$ 41
Rua Professor Jerson Martins, 146, bairro Aeroporto

Baixo Lourdes

Foto: Instagram/Divulgação

Open wine: de terça à domingo
Valor: R$ 39 (de terça à quinta) e R$ 45 (de sexta à domingo) com vinhos tintos e brancos
R. Gonçalves Dias, 1922, bairro Lourdes

Bellazio

Open wine: Terças e quartas das 18h às 22h30
Valor: R$ 45
Av. dos Bandeirantes, 1.280, bairro Mangabeiras

Osteria Casa Mattiazzi

Foto: Leandro Aragão

Open wine: às terças com um único rótulo liberado, o vinho tinto Castellamare Merlot
Valor: R$ 77. O custo contempla o menu completo com entrada, prato principal e sobremesa
Rua Soledade, 26, bairro Santa Efigênia

Nonna Carmela
Open wine: terças, quartas e quintas
Valor: R$ 38 (com direito à dois vinhos tintos, dois brancos e um rosè)
Rua Antônio de Albuquerque, 1607, bairro Lourdes

Salumeria Central
Open wine: quarta e quinta, das 18h30 às 23h com apenas o rótulo da casa, o Onesto (30% feito de merlot e 70% cabernet sauvignon). Todos harmonizam bem com os pratos da casa especializada em carnes suínas.
Valor: R$ 39
Rua Sapucaí, 527, bairro Floresta

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