Plantão

comida de rua

Prefeitura não pinta vaga e único food truck licitado não pode trabalhar

O caminhão da Mulher Massa ganhou a licitação em julho e desde o começo de agosto aguarda que a Setran faça a sinalização do local para poder operar em via pública

por Priscila Bueno, especial para a Gazeta do Povo Publicado em 26/09/2016 às 18h
Compartilhe
food truck-massas-rua

Eloisa no seu food truck aguarda sinalização da Setran para poder funcionar. Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo

O único food truck com alvará para trabalhar em vias públicas aguarda há quase dois meses que a Prefeitura de Curitiba pinte a vaga no chão nos pontos onde o caminhão tem direito a estacionar e servir comida.

O food truck Mulher Massa, da empresa Bom Strudell, deveria ter começado a trabalhar em dois locais públicos – na Praça São Paulo da Cruz, no Cabral, e no Parque Barigui – no começo de agosto, mas desde então está impedido pela falta da sinalização.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran), por conta de um atraso na licitação das empresas de pintura, os dois locais onde o food truck poderia funcionar ainda não foram sinalizados com pintura no chão e placas. A Setran disse que isso deve acontecer nos próximos dias, mas não informou uma data precisa.

>>> Empresários explicam custos e lucros dos food trucks

>>> Confira a entrevista com o pioneiro do food truck no Brasil

>>> Confira os melhores pratos, restaurantes e chefs de Curitiba em 2016

O resultado da licitação dos food trucks foi divulgado em julho deste ano e teve apenas um participante por causa de um boicote promovido pela Associação Paranaense de Food Trucks. Na época, o secretário de Urbanismo Reginaldo Cordeiro informou que a Mulher Massa começaria a operar no início de agosto.

Enquanto não pode atuar na rua, Eloísa Carraro, dona do food truck, diz que participa de eventos particulares, nos quais é cobrado um porcentual em cima das vendas e uma taxa diária: “Por enquanto, não vi lucro com o food truck. Vamos esperar para ver se melhora”, comenta.

A Prefeitura informou que o atraso não vai interferir na validade do alvará da empresária. O prazo de um ano vai começar a valer a partir da data efetiva de operação.
O food truck da Mulher Massa terá um cardápio diferente de acordo com cada ponto. No Cabral, serão vendidas massas tradicionais e saladas no pote. No Barigüi, serão vendidos além da salada no pote, sucos naturais e massas integrais. “Vai ser uma linha mais fit”, comenta Eloísa. As massas terão preços a partir de R$ 15.

 

Entenda

Um ano e meio após a aprovação do projeto de lei foi pela Câmara Municipal, em março de 2015 a Prefeitura lançou o edital de licitação para distribuir 71 lotes em 20 locais públicos. A concorrência, porém, sofreu boicote por parte dos empresários representados pela Associação Paranaense dos Food Trucks (APFT).

Os truckeiros não concordaram principalmente com os pontos escolhidos pela Prefeitura por causa da “baixa circulação de pessoas” e “falta de infraestrutura e segurança” e dos valores cobrados pelo poder público, que eles alegam serem muito altos.

A APFT chegou a solicitar a impugnação do edital de licitação. Mas, a Prefeitura de Curitiba, por meio da Comissão Permanente de Licitação, negou o pedido e manteve a abertura dos envelopes com as propostas para a licitação. Por conta disso, apenas o food truck da Mulher Massa participou da concorrência e acabou vencendo.

Compartilhe

8 recomendações para você