Receitas & Pratos

Culinária regional

Quiabo e jiló sem preconceito

A valorização da culinária brasileira dá novo status aos legumes, que se afastam da fama negativa e ganham espaço na cozinha gourmet e nos restaurantes

por Renan Colombo, especial para a Gazeta Publicado em 09/04/2009 às 00h
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Sentar à mesa e fazer cara feia para quiabo e jiló é uma cena cada vez mais rara. A dupla de legumes, tida por muitos como pouco apetitosa, se afasta dessa imagem negativa e conquista espaço na cozinha gourmet e nos restaurantes.

Entre os principais trunfos dos alimentos está a diversidade de preparos: ambos podem ser fritos, cozidos ou refogados. É possível servi-los como parte de uma salada ou como acompanhamento de pratos quentes e carnes, como o frango – uma das misturas mais conhecidas.

“Essa é apenas uma das combinações possíveis. O quiabo e o jiló são legumes versáteis, que podem ser preparados de várias formas. Não há restrições”, afirma Eunedes Bordim Sandim, instrutor de gastronomia e professor do curso de Cozinheiro do Senac-PR.

Exemplos de receitas originais não faltam. Sandim indica um tempurá de quiabo, feito com farinha de trigo e amido de milho, e uma salada de jiló, servida com cebola, pimentão e azeitonas.

O instrutor também dá dicas para tornar os pratos mais saborosos, já que a “baba” originária do cozimento do quiabo e o amargor peculiar ao jiló despertam a aversão de muita gente. Medidas simples, como deixar o jiló de molho em água e sal e levar o quiabo ao fogo com pouca água, reduzem ou acabam com esses inconvenientes e dão mais fôlego à elaboração de novas receitas.

Sucesso nos restaurantes

Quem busca consumir esses legumes fora de casa encontra as melhores opções nos restaurantes de comida regional – tanto o quiabo quanto o jiló são típicos das culinárias mineira e nordestina. O jiló, embora em menor proporção, também é bastante consumido. E não são raros os clientes que combinam os dois em um mesmo prato. “As pessoas que gostam de comida mineira apreciam essa mistura”, acrescenta a empresária Marilia Matter Culpi, uma das proprietárias do restaurante Tempero de Minas, em Curitiba.

A dupla de legumes também agrada ao público do restaurante Engenho de Minas, que tem como especialidade o jiló refogado. “Por causa dessa fama ruim, alguns clientes nunca comeram jiló. Mas, quando resolvem experimentar, se surpreendem e acabam gostando”, conta o cozinheiro-chefe da casa, Evalderi Vieira Cabral.

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