No Brasil, os últimos casos autóctones de cólera – com origem no local onde ocorreu o diagnóstico – ocorreram em Pernambuco nos anos de 2004 e 2005| Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de cólera no Brasil depois de um período de 18 anos sem o registro da doença. O paciente é um idoso de 60 anos que contraiu cólera em Salvador (BA) sem ter viajado para outro lugar. A confirmação do caso foi divulgada na sexta-feira (19).

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Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, que é ligada ao Ministério da Saúde, o paciente apresentou um desconforto abdominal e diarreia aquosa, em março de 2024. Duas semanas antes ele havia feito uso de antibiótico para tratamento de outra patologia.

Exames laboratoriais mostraram que a bactéria causadora da doença foi a Vibrio cholerae O1 Ogawa.

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“Trata-se de um caso isolado, tendo em vista que não foram identificados outros casos, após a investigação epidemiológica realizada pelas equipes de saúde locais junto às pessoas que tiveram contato com o paciente. Considerando que o período de transmissibilidade da doença é de um a dez dias após a infecção, mas que para as investigações epidemiológicas, no Brasil, está padronizado o período de transmissibilidade de até 20 dias por uma margem de segurança, o paciente não transmite mais o agente etiológico desde o dia 10 de abril de 2024”, diz um trecho da nota da Secretaria.

No Brasil, os últimos casos autóctones - com origem no local onde ocorreu o diagnóstico - ocorreram em Pernambuco nos anos de 2004 e 2005. A partir de 2006, não houve casos de cólera autóctones, apenas importados.

Em 2006, foi registrado um caso no Distrito Federal (DF) proveniente da Angola; um proveniente da República Dominicana, em São Paulo (2011); um de Moçambique, no Rio Grande do Sul (2016); e um da Índia, no Rio Grande do Norte (2018).

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]
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