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Festival Varilux de Cinema

A bela estrela de A Filha do Pai

A jovem atriz hispano-francesa Astrid Bergès-Frisbey conta como foi fazer o longa-metragem de estreia na direção do ator Daniel Auteuil

Daniel Auteuil e Astrid Bergès-Frisbey: o diretor e sua atriz em A Filha do Pai | Divulgação
Daniel Auteuil e Astrid Bergès-Frisbey: o diretor e sua atriz em A Filha do Pai (Foto: Divulgação)

Astrid Bergès-Frisbey, como boa parte dos jovens franceses, cresceu lendo, na escola, as obras do escritor Marcel Pagnol (1895-1974), autor de Jean de Florette, A Vingança de Manon, A Glória de Meu Pai e O Castelo de Minha Mãe, clássicos da literatura francesa que retratam a vida rural no sul da França, todos adaptados com sucesso para o cinema. É um escritor obrigatório.

Quando já havia terminado o ensino médio, e estudava Artes Cênicas em Paris, a atriz, hoje com 26 anos, fez uma leitura dramática de um trecho do romance A Filha do Poceiro, sem imaginar que anos mais tarde seria a escolhida pelo ator Daniel Auteuil para viver o papel principal da adaptação do livro para o cinema, que no Brasil recebeu o título de A Filha do Pai, que amanhã será exibido no Festival Varilux de Cinema Francês, no Espaço Itaú de Cinema.

Em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo, realizada na semana passada no Rio de Janeiro, onde Astrid esteve para promover o festival, que segue até quinta-feira em 33 cidades brasileiras, entre elas Curitiba, Londrina e Maringá, a jovem estrela disse que, ao ser chamada para fazer o teste para o papel, sentiu-se, de certa forma, envolta por uma aura mágica. "Era como se aquelas falas, aquele universo, já estivessem dentro de mim, à espera do momento certo para virem à tona."

No filme de Auteuil, que já participou de várias adaptações cinematográficas dos livros de Pagnol para o cinema, como Jean de Florette e A Vingança de Manon, ambos dirigidos por Claude Berri em 1987, Astrid interpreta Patricia, a jovem que mantém com o pai, vivido pelo próprio diretor, uma relação muito próxima – e tumul­tuada. Ela conta que a experiência de fazer o filme foi incrível. "Como Daniel também é ator, ele teve extremo cuidado com o elenco. Ele não ficava nos dizendo o tempo todo o que fazer, como atuar. Ele nos permitiu criar, sugerir como deveríamos reagir ao roteiro, porque sabe que esse processo pode ser muito rico."

Sereia

Nascida em Barcelona, terra de seu pai, Astrid se mudou para a França quando pequena e é trilíngue: fala, além do francês, espanhol e catalão. Essa fluência nos três idiomas tem lhe proporcionado oportunidades de trabalho nos dois países. Nas infância, fez vários filmes, entre eles Bruc, La Llegenda (2010) e El Sexo de los Angeles (2012), uma coprodução Brasil-Espanha lançada em maio na Europa. Para o público brasileiro, no entanto, seu trabalho mais conhecido possivelmente seja como uma das sereias de Os Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, quarto episódio da bilionária franquia estrelada por Johnny Depp.

"Nunca me imaginei fazendo cinema em Hollywood, até porque, quando fui selecionada para o teste, eu falava muito mal inglês. Mas a oportunidade de trabalhar em Los Angeles e em Londres, ao lado de Johnny e de um elenco de astros, numa superprodução cheia de efeitos especiais, foi gratificante. Aprendi muito."

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