Stelinha posa ao lado de um cartaz de uma temporada de shows em Curitiba | Arquivo do MIS/Divulgação
Stelinha posa ao lado de um cartaz de uma temporada de shows em Curitiba| Foto: Arquivo do MIS/Divulgação

Trajetória

Saiba mais sobre Stelinha Egg:

Curitibana

A cantora nasceu em Curitiba, em 1914, e mudou-se para o Rio de Janeiro. Casou-se com o maestro Lindolfo Gaya na década de 1940 e com ele permaneceu até o fim da vida. O casal fixou residência na capital paranaense na década de 1980. Gaya morreu em 1987 e, desse ano até a sua morte, em 1991, Stelinha nunca mais se apresentou. Eles não tiveram filhos.

Eclética

O jornalista Rodrigo Browne, diretor geral do espetáculo Eu, Stelinha, compara Stelinha a Elizeth Cardoso. "Ela tinha uma voz poderosa, que ia dos graves aos agudos com muita bossa", diz Browne. O repertório de Stelinha era formado por canções de Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi, Catulo da Paixão Cearense, entre outros compositores. "A Stelinha cantava apenas o que gostava de escutar. Não fazia concessões. Por isso, acredito, ela não ‘emplacou’ nacionalmente", analisa Browne.

  • Helena, Edith, Laís, Selma, Margareth e Rogéria: seis vozes em homenagem

O palco do Guairinha é o cenário para a homenagem a uma das cantoras curitibanas que, apesar de pouco conhecida pelo público contemporâneo, obteve repercussão no Brasil e no exterior entre as décadas de 40 e 80. Hoje, a partir das 20h30, acontece o espetaculo Eu, Stelinha (veja o serviço completo do show), no qual seis cantoras interpretam canções que fizeram parte do repertório de Stelinha Egg (1914-1991).

O ecletismo da intérprete, que transitava do cancioneiro nordestino às canções gaúchas, fez com que ela assinasse contratos com a TV Tupi. Na década de 1940, a cantora já tinha residência fixa no Rio de Janeiro, onde viria a conhecer o seu marido, o maestro Lindolfo Gaya. Juntos, viajaram para a Eu­­ropa. A turnê de 1955, com previsão para durar dois meses, seguiu por mais de um ano, devido à boa recepção, sobretudo no Leste Europeu.

O roteiro do show-homenagem, concebido pela compositora Etel Frota, mistura canções a trechos de entrevistas que Stelinha concedeu ao jornalista Aramis Millarch. O espetáculo terá início com a canção "Vingança", de Fran­­cisco Matoso e José Maria Abreu, com o áudio da voz de Stelinha acompanhado, ao vivo, pelo piano de Sérgio Justen. No total, serão 25 músicas.

A cantora Helena Bel vai interpretar, ao lado de seis crianças, músicas folclóricas, entre as quais "Teresinha de Jesus". Edith de Ca­­margo, por sua vez, canta "O Vento", de Dorival Caymmi.

O jornalista Rodrigo Browne, diretor geral do espetáculo, conta que foi relativamente fácil selecionar as intérpretes. "Curitiba é uma cidade que tem muitas cantoras talentosas", diz, completando que, além de Edith e Helena, a apresentação contará com as vozes de Laís Mann, Margareth Makiolke, Rogéria Holtz e Selma Baptista.

Browne observa que, como Stelinha tinha uma voz "que ia do grave ao agudo", foi necessário ter no elenco cantoras de várias gerações para dar conta do recado. "O resultado surpreendeu todas as expectativas", completa Browne.

A homenagem, que tem entrada franca, é uma iniciativa do Museu da Imagem e do Som (MIS), órgão público no qual ficou o baú onde estão preservados os figurinos que Stelinha usava em suas apresentações. Algumas das roupas da cantora estarão no cenário do show desta noite.

O desfecho da apresentação, antecipa a roteirista Etel Frota, tende a marejar os olhos. Será ligado o áudio no qual Stelinha diz que nunca foi homenageada em Curitiba. Em seguida, o elenco cantará uma canção inédita feita, por Etel e Sérgio Justen, especialmente para ela.

Serviço:

Eu, Stelinha (veja o serviço completo). Guairinha (R. XV de Novembro, s/nº), (41) 3315-0979. Direção geral de Rodrigo Browne. Com Edith de Camargo, Helena Bel, Laís Mann, Margareth Makiolke, Rogéria Holtz e Selma Baptista. Dia 24, às 20h30. Entrada franca.

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