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Música

A grande voz curitibana

Seis cantoras locais sobem ao palco do Guairinha para homenagear Stelinha Egg, estrela da era de ouro do rádio

  • Marcio Renato dos Santos
Stelinha posa ao lado de um cartaz de uma temporada de shows em Curitiba |
Stelinha posa ao lado de um cartaz de uma temporada de shows em Curitiba
 
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A grande voz curitibana

O palco do Guairinha é o cenário para a homenagem a uma das cantoras curitibanas que, apesar de pouco conhecida pelo público contemporâneo, obteve repercussão no Brasil e no exterior entre as décadas de 40 e 80. Hoje, a partir das 20h30, acontece o espetaculo Eu, Stelinha (veja o serviço completo do show), no qual seis cantoras interpretam canções que fizeram parte do repertório de Stelinha Egg (1914-1991).

O ecletismo da intérprete, que transitava do cancioneiro nordestino às canções gaúchas, fez com que ela assinasse contratos com a TV Tupi. Na década de 1940, a cantora já tinha residência fixa no Rio de Janeiro, onde viria a conhecer o seu marido, o maestro Lindolfo Gaya. Juntos, viajaram para a Eu­­ropa. A turnê de 1955, com previsão para durar dois meses, seguiu por mais de um ano, devido à boa recepção, sobretudo no Leste Europeu.

O roteiro do show-homenagem, concebido pela compositora Etel Frota, mistura canções a trechos de entrevistas que Stelinha concedeu ao jornalista Aramis Millarch. O espetáculo terá início com a canção “Vingança”, de Fran­­cisco Matoso e José Maria Abreu, com o áudio da voz de Stelinha acompanhado, ao vivo, pelo piano de Sérgio Justen. No total, serão 25 músicas.

A cantora Helena Bel vai interpretar, ao lado de seis crianças, músicas folclóricas, entre as quais “Teresinha de Jesus”. Edith de Ca­­margo, por sua vez, canta “O Vento”, de Dorival Caymmi.

O jornalista Rodrigo Browne, diretor geral do espetáculo, conta que foi relativamente fácil selecionar as intérpretes. “Curitiba é uma cidade que tem muitas cantoras talentosas”, diz, completando que, além de Edith e Helena, a apresentação contará com as vozes de Laís Mann, Margareth Makiolke, Rogéria Holtz e Selma Baptista.

Browne observa que, como Stelinha tinha uma voz “que ia do grave ao agudo”, foi necessário ter no elenco cantoras de várias gerações para dar conta do recado. “O resultado surpreendeu todas as expectativas”, completa Browne.

A homenagem, que tem entrada franca, é uma iniciativa do Museu da Imagem e do Som (MIS), órgão público no qual ficou o baú onde estão preservados os figurinos que Stelinha usava em suas apresentações. Algumas das roupas da cantora estarão no cenário do show desta noite.

O desfecho da apresentação, antecipa a roteirista Etel Frota, tende a marejar os olhos. Será ligado o áudio no qual Stelinha diz que nunca foi homenageada em Curitiba. Em seguida, o elenco cantará uma canção inédita feita, por Etel e Sérgio Justen, especialmente para ela.

Serviço:

Eu, Stelinha (veja o serviço completo). Guairinha (R. XV de Novembro, s/nº), (41) 3315-0979. Direção geral de Rodrigo Browne. Com Edith de Camargo, Helena Bel, Laís Mann, Margareth Makiolke, Rogéria Holtz e Selma Baptista. Dia 24, às 20h30. Entrada franca.

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