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teatro

As possibilidades da imaginação infantil

Quidam, segundo espetáculo que os canadenses do Cirque du Soleil trazem a Curitiba, é uma viagem surrealista e emocional

  • PorLuciana Romagnolli
  • 26/11/2009 21:11
A curitibana Denise Wal (a segunda da direita para esquerda) com o elenco do ato “Spanish Web” | Divulgação
A curitibana Denise Wal (a segunda da direita para esquerda) com o elenco do ato “Spanish Web”| Foto: Divulgação

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  • Quidam: acrobacias e teatralidade

Quidam é considerado o mais emocional dos espetáculos do Cirque du Soleil. Em sua segunda turnê a passar pelos arredores de Curitiba, a trupe canadense explora os sentimentos contrastantes que brotam no mundo de uma garota, com todas as possibilidades que a imaginação infantil oferece.

"É um show muito surrealista, com pessoais reais e irreais, em situações reais e irreais, fazendo coisas reais e irreais", diz o diretor artístico Sean Mcklowen.

Em Alegría, o espetáculo anterior, trazido ao Brasil em 2007, havia grupos de personagens. Agora são 52 personalidades únicas transitando sob a lona azul-escuro borrada de nuvens. A tenda está montada no estacionamento do Centro de Convenções Expotrade, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, até 13 de dezembro. Eles desfilam uma variedade de sentimentos, inclusive os tons mais sombrios da tristeza e do estado reflexivo, em um espetáculo tecido por acrobacias, mas também pela linguagem teatral.

Curitibana

A curitibana Denise Wal, a representante brasileira nesse grupo, faz um e outro. Acrobata circense, ela participa de um ato com cordas ("Spanish Web") e ainda interpreta a mãe de Zoey, a menina que abre a porta do picadeiro para o universo fantástico.

A história de Denise, nascida na Vila Hauer há 41 anos, é incomum. Primeiro, se formou em Biologia pela Universidade Federal do Paraná. Era também jogadora de vôlei. Foi para São Paulo, experimentou alguns trabalhos com teatro e mímica, até que se envolveu com o circo pela primeira vez já aos 26 anos.

Só em 2003, com 35 anos e m­­o­­rando em Mon­­treal, Denise entrou para a trupe canadense, depois de ser convidada a fazer um teste ao visitar um namorado nos ensaios da companhia. Desde então, está em turnê, sem residência fixa – lembrar-se de algumas palavras em português começa a ser um esforço para ela.

Ao contrário do que se possa pensar, o início tardio não a atrapalhou. "Ginastas começam muito cedo, com 25 anos a carreira delas já está acabando porque usaram o corpo no limite. No meu caso, a genética me favorece. Meu corpo responde com a resistência e a força de dez anos a menos. Como treino muito, hoje as coisas estão mais fáceis do que quando comecei."

A estreia de Quidam na região de Curitiba, nesta sexta-feira (27), tem para Denise um sabor especial. Além de mostrar o talento em casa, marca o retorno dela ao espetáculo, depois de um período de afastamento para se recuperar de um acidente. Quebrou uma costela durante um ensaio das acrobacias na corda. "Esse número exige muita força e a corda não é muito gentil com o corpo. É dura, aperta."

Sua experiência prévia com o teatro ajudou a encarar seu outro papel, a mãe. Por um tempo, Denise trocou-a por outro personagem, o Andró­­gi­­no, depois voltou a interpretá-la. "Ele era muito mais físico. Com a mãe, consigo criar minhas histórias e viajar intelectualmente."

Para ela, Quidam é "bastante frágil", no bom sentido. "Trata de muitas emoções com as quais é difícil lidar. As ruins e as boas, que também são difíceis porque passam muito rápido." O número mais angustiante é o "Aerial Contortion in Silk", feito da interação de uma mulher com um tecido vermelho sobre o mote do desejo de dar fim à vida.

O número, realizado pela primeira vez em circo com Quidam, é um dos pontos altos do espetáculo, de acordo com o Sean Mcklowen. Ele contrasta com a alegria infantil de pular corda, relembrada por um grupo de 20 adultos em "Skipping Ropes".

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