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Atualizado em 7/04/2006 às 14h42

O autor de "O código Da Vinci", Dan Brown, foi inocentado da acusação de que teria plagiado o livro "O Santo Graal e a Linhagem Sagrada", dos historiadores Michael Baigent e Richard Leigh. Os dois queixosos, além de perder o processo, receberam uma conta salgada de US$ 1,75 milhão (R$ 3,73 milhões) de custas judiciais.

"Estou feliz com o desfecho, não apenas do ponto de vista pessoal, mas também como romancista. Livros são parte importante de nossa cultura - este é um grande dia para os que escrevem e para os que gostam de ler,"disse Brown em comunicado.O processo dos historiadores foi contra a editora de Brown, a Random House, de propriedade do conglomerado alemão Bertelsmann AG.

O juiz Peter Smith deu a sentença nesta sexta-feira. "A alegação dos queixosos não procede. Dan Brown não infringiu direitos autorais. Não houve cópia de "O Santo Graal e a Linhagem Sagrada"', afirmou o juiz na sentença. O processo durou um mês e foi acompanhado com atenção pela imprensa, por especialistas em direitos autorais e pelos fãs da obra, que vendeu mais de 40 milhões de cópias no mundo e chega ao cinema agoraem maio, estrelado por Tom Hanks.

Tanto o "Código Da Vinci" e "O Santo Graal e a Linhagem Sagrada", de 1982, tratam do tema de Jesus ter se casado com Maria Madalena e ter tido um filho com ela, sendo a linhagem protegida pelo misterioso Priorado de Sião - uma teoria vista com ultraje por algumas lideranças católicas.

Os dois livros exploram a teoria de que Jesus Cristo não morreu na cruz, tendo sobrevivido e tido filhos com Maria Madalena, cujos descendentes sobrevivem.

Quando depôs no processo, Brown disse que Baigent e Leigh eram apenas dois de um grupo de escritores que escreveram sobre essa teoria. O escritor afirmou ter ido além de suas obrigações ao mencionar o nome dos dois no seu livro por serem aqueles que tornaram a teoria mais conhecida.

Brown disse que sua mulher, Blythe, fez a maior parte da pesquisa e que ela "é profundamente apaixonada pelo feminino sagrado".

Baigent alegou no tribunal que Brown roubou "toda a arquitetura" da pesquisa que fez parte do livro deles. Ele disse que há semelhanças "bastante específicas" entre os livros, mas admitiu que há muitas diferenças.

A Random House disse que Brown usou diferentes fontes para sua pesquisa e escreveu uma sinopse para "O código Da Vinci" antes mesmo de olhar para "O Santo Graal e a Linhagem Sagrada".

O terceiro autor de "O Santo Graal e a Linhagem Sagrada", Henry Lincoln, não está participando do processo devido a problemas de saúde.

Os advogados da Random House alegaram que as idéias são gerais demais para serem protegidas por um copyright, que existem muitas diferenças entre os dois livros e que Dan Brown baseou seu romance em diversas fontes.

Durante interrogatório a que foi submetido pelo advogado dos querelantes, o escritor americano foi indagado sobre suas práticas de trabalho e as de sua mulher, Blythe, que fez a pesquisa prévia de seus livros, incluindo "O código Da Vinci". Blythe emergiu como fonte chave tanto das pesquisas quanto das idéias de Brown.

"Se eu tivesse de fato lido tudo o que ela me pediu para ler, provavelmente nao teria chegado a escrever o livro", disse Dan Brown.

Em agosto do ano passado, Dan Brown ganhou outro processo judicial envolvendo outro escritor, Lewis Perdue, que afirmou que "O código Da Vinci" copiou elementos de dois de seus livros, "Daughter of God" e "The Da Vinci Legacy".

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