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Mahershala Ali: vencedor do prêmio de melhor ator coadjuvante por “Moonlight”, que também venceu o prêmio de Melhor Filme | FREDERIC J. BROWN/AFP
Mahershala Ali: vencedor do prêmio de melhor ator coadjuvante por “Moonlight”, que também venceu o prêmio de Melhor Filme| Foto: FREDERIC J. BROWN/AFP

Realizado em Los Angeles, no Teatro Dolby, os 89º prêmios Oscars 2017 deixam para trás definitivamente a polêmica de 2016, quando nenhum ator negro foi indicado. O prêmio de ator coadjuvante foi para Mahershala Ali, pelo papel no filme “Moonlight”. Ele é conhecido também pelas participações nas séries produzidas pela Netflix “House of Cards” e “Luke Cage”. Moonlight acabaria levaria o roteiro adaptado e o maior prêmio da noite — de uma forma bizarra — o de Melhor Filme.

O ator e diretor veterano, e premiadíssimo, Warren Beatty, foi designado para anunciar o vencedor de Melhor Filme junto com a atriz Faye Dunaway. Depois de um breve momento de hesitação, declarou “La La Land” como o filme vencedor. Os produtores subiram ao palco, começaram a fazer o discurso até que foram informados do erro. Warren se desculpou e disse que leu o envelope errado, o de Melhor Atriz.

Jimmy Kimmel, o apresentador da cerimônia, até brincou com Beatty e toda a situação: “O que você aprontou?”. Foi a primeira vez que Dunaway apresentou o Oscar de Melhor Filme, mas Beatty não tem essa desculpa: ele já fez isso em 1975 e 1990.

Voltando aos prêmios

Viola Davis, talvez a melhor atriz da atualidade, venceu o prêmio de Atriz Coadjuvante pelo papel em “Fences - O Limite Entre Nós”, dirigido por Denzel Washington.

Outro Oscar com temática negra da noite foi para o documentário O.J.: Made In America, uma série que totaliza sete horas, produzida pela ESPN.

Indicado a 14 Oscars, “La La Land” foi o grande vencedor da noite. Levou as categorias Fotografia, Design de Produção e abocanhou os prêmios musicais: Canção Original e Trilha Sonora Original. E também quase todos os principais. Começou com o de diretor, para Damien Chazelle, de apenas 32 anos , levou o de Melhor Atriz, para outro jovem talento, Emma Stone, 28 anos, e terminaria com o maior, o de Melhor Filme, anunciado por Warren Beatty, caso este não tivesse se enganado.

Manchester à Beira-Mar” levou o prêmio de melhor roteiro original, deixando para trás filmes como “À Qualquer Custo” e “La La Land”. O prêmio mais importante foi dado a Casey Affleck, que levou para casa o Oscar de Melhor Ator, merecidamente.

Na categoria Figurino, o vencedor foi “Animais Fantásticos e Onde Habitam”. Na categoria Edição de Som, “A Chegada” levou a melhor.

A má vontade com Mel Gibson se foi de vez. Seu filme “Até o Último Homem” recebeu os Oscar de Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição.

A Disney dominou nas categorias de animação. Levou o prêmio de Melhor Curta de Animação com Piper e Melhor Animação com o sucesso Zootopia.

Momento político

Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por “O Apartamento”, o cineasta iraniano Asghar Farhadi já havia anunciado que não estaria presente à cerimônia de premiação, em protesto contra a politica de imigração colocada em prática pelo presidente americano, Donald Trump. Seu país, o Irã, foi um dos que tiveram a imigração suspensa por decreto. Farhadi é o mesmo diretor de “A Separação”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2012.

A Netflix ganhou o Oscar com o Documentário em Curta Metragem “Os Capacetes Brancos”, de 40 minutos, sobre um grupo que resgata civis sírios atingidos pelos bombardeios durante a guerra civil.

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