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drama

“Nise - O Coração da Loucura” retrata a psiquiatra que descobriu gênios

Produção conta história de Nise da Silveira, psiquiatra que usou a arte como forma de tratar os pacientes

  • Anderson Gonçalves
Glória Pires interpreta Nise da Silveira, psiquiatra que usou a arte para tratar os pacientes. | Divulgação
Glória Pires interpreta Nise da Silveira, psiquiatra que usou a arte para tratar os pacientes. Divulgação
 
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Se existe um nome fundamental na história da psiquiatria brasileira é Nise da Silveira. Para quem não conhece, a oportunidade está nos cinemas. “Nise – O Coração da Loucura” transporta para as telas a história da alagoana que foi aluna de Carl Jung e usou a arte para transformar a vida de pacientes.

Confira no Guia onde assistir ao filme

Dirigido por Roberto Berliner (do documentário “Herbert de Perto”, sobre Herbert Viana), o filme é resultado de um amplo trabalho de pesquisa e levou 13 anos para ser concluído. Segundo o diretor, a ideia de retratar a vida da psiquiatra partiu de Bernardo Horta, irmão do diretor de fotografia André Horta.

“Ele frequentou um grupo de estudos na casa da Nise e tinha muitos escritos desorganizados. Um dia o André pediu para juntar esse material e viu que aquilo rendia um filme”, conta Berliner, que assumiu o projeto em 2003.

Nise da Silveira é um daqueles personagens que faz o mundo avançar em todos os sentidos

Roberto Berliner diretor de “Nise – O Coração da Loucura”.

Formada em 1926 na Faculdade de Medicina da Bahia, Nise começou a trabalhar no Hospital Pedro II, no Rio de Janeiro, em 1944. Lá, recusou-se a seguir o tratamento psiquiátrico padrão à época, que incluía a aplicação de choques elétricos, camisas de força e isolamento. No lugar, ela passou a incentivar os pacientes a usar a arte para se comunicar.

O resultado foi a descoberta de artistas importantes como Emygdio de Barros e Raphael Domingues, cujas obras estão expostas no Museu do Inconsciente, no Rio. “Desses encontros surgiram gênios, o que faz pensar: se o exemplo tivesse se expandido, quantos gênios mais teriam surgido?”, questiona Berliner. Além de estudar a obra de Nise da Silveira, foram realizadas entrevistas com vários colaboradores.

“Nise é um daqueles personagens que faz o mundo avançar em todos os sentidos”, afirma Berliner. Para interpretar Nise, a escolhida foi Glória Pires, premiada como melhor atriz no Festival Internacional de Cinema de Tóquio, onde “Nise” também recebeu o Grande Prêmio do Júri.

O filme ainda foi escolhido o melhor pelo júri popular do Festival do Rio do ano passado.

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