O que o cinema e a mágica têm em comum? No fundo, ambos se utilizam do mesmo expediente: enganar o espectador. Juntar essas duas vertentes foi o pulo do gato que garantiu o sucesso do primeiro “Truque de Mestre”, lançado em 2013. A fórmula era tão simples que surpreende não ter sido usada antes: um elenco estelar interpretando um grupo de mágicos que usava seus talentos para roubos milionários, em uma trama cheia de reviravoltas.
O bom desempenho nas bilheterias já indicava que o filme de Louis Leterrier ganharia muito em breve uma sequência. Ela chega aos cinemas esta semana, sob nova direção (John M. Chu, de “G.I. Joe: Retaliação”), mas com as mesmas artimanhas. “Truque de Mestre: o 2º Ato” cria uma trama que, a princípio, parece rocambolesca, mas no fim serve apenas como distração por duas horinhas.
A trupe, que se intitula “os cavaleiros”, mantém sua formação: Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Dave Franco e Mark Ruffalo. A substituição é na integrante feminina: sai Isla Fisher e entra Lizzy Caplan. Eles seguem escondidos até que o “Olho”, entidade que os orienta, confere uma nova missão. Após tentar desmascarar um bilionário das comunicações, porém, eles é que acabam sendo vítimas de uma armadilha e sequestrados.
Copperfield
Além dos astros que encabeçam o elenco, um outro nome chama a atenção nos créditos de “Truque de Mestre”: David Copperfied. Ele mesmo, o ilusionista americano que se tornou celebridade nas décadas de 1980 e 90 com números grandiosos, é coprodutor do filme.
O sequestro é armado por um jovem milionário, interpretado por Daniel Radcliffe, o ex-Harry Potter que dessa vez não faz nenhuma mágica. Ele apenas exige que o grupo use seus truques para roubar um cartão capaz de acessar qualquer computador do mundo. Tudo é acompanhado de longe por outro remanescente do primeiro filme, Thaddeus, o mágico que tentou desmascarar os “cavaleiros” e acabou na cadeia.
A trama soa absurda, mas em um filme dessa natureza verossimilhança é o que menos importa para o espectador. O que ele espera está lá: as artimanhas do grupo para atingir seus objetivos e enganar seus perseguidores, as reviravoltas do roteiro e, claro, os truques grandiosos cheios de efeitos especiais. Nada de novo, tampouco revolucionário, muitas vezes previsível, mas o suficiente para cumprir seu objetivo: fazer o espectador se sentir enganado e ainda se divertir com isso.
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