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Sintonia Fina

Chacrinha está com tudo e não está prosa

  • PorSandro Moser - sandrom@gazetadopovo.com.br
  • 16/03/2014 21:03
 | Arquivo
| Foto: Arquivo

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Cassino do Chacrinha

Canal Viva – (36 da NET). Segundas-feiras, às 20h30. Horários alternativos: sábados às 17h45; e domingos, às 20h45.

O homem da buzina está de volta à televisão. O canal pago Viva (36 da Net) está exibindo desde a de semana passada, todas as segundas-feiras, às 20h30, o programa Cassino do Chacrinha um dos maiores sucessos da história da televisão brasileira entre as décadas de 1960 e 1980.

Desde que começou no rádio, nos anos 1940, até reinar nas tardes de sábado, durante décadas na televisão, Abelardo Barbosa (1917-1988), o Chacrinha, foi um dos mitos da comunicação no país. Misturando um visual tropicalista meio psicodélico com circo e programa de auditório, o Velho Guerreiro foi, na virada dos anos 1970 para os 1980, a quintessência do período histórico conhecido como "desbunde", um tempo de permissividade comportamental da época pré-aids.

Mesmo acusado de alienante e cobrado pela esquerda não festiva devido a condescendência com o regime militar, Chacrinha foi um ídolo popular, uma das pessoas mais conhecidas, queridas e influentes do Brasil em seu tempo. Era o artista mais bem pago do showbiz brasileiro e sua chancela era obrigatória para que qualquer artista pudesse alcançar o estrelato.

Suas célebres frases como "Eu vim pra confundir, não pra explicar", "Na tevê nada se cria, tudo se copia", "Quem não se comunica se trumbica", foram incorporadas pelo imaginário nacional, assim como seu bordão: "Terezinha, uhhuuuuuh!".

No programa reexibido na semana passada, gravado em 1987, Chacrinha lança sua famosa marchinha carnavalesca "Bota Camisinha" e recebe convidados como o ator Ney Latorraca, para eleger a estudante mais bonita do Brasil.

No júri do concurso, algumas celebridades da época, com penteados absurdos e paletós com ombreiras. Estavam lá o comediante João Kléber, o radialista Alberto Brizola, o cabeleireiro Silvinho, e o empresário da noite Chico Recarey para escolher o melhor imitador de Michael Jackson. A primeira rainha do axé, Sarajane, canta o hit "A Roda". No auge do rock nacional, Chacrinha entrega o Disco de Ouro para Os Paralamas do Sucesso. Léo Jaime e Heróis da Resistência também arrancam suspiros da plateia.

O programa conta ainda com a participação da "deusa" Rosana, o ícone brega Gilliard e o ex-Menudo Rob, em carreira solo. Para terminar, o galã do momento, Paulo César Grande, é entrevistado.

É curioso observar como era o país antes da era do politicamente correto. As chacretes, misto de dançarinas e assistentes de palco que eram a marca do pro­­grama, apareciam seminuas. Abusando das poses sensuais, eram alvos de brincadeiras e frases de duplo sentido de Chacrinha, que hoje certamente iriam enfurecer as ativistas femi­nistas. Alguns convidados, como a atriz Claudia Raia, fumam na bancada do programa. Artistas como Lobão e Titãs se apresentam com sinais visíveis de embriaguez. Rever o Cassino do Chacrinha é dar um mergulho nostálgico por um país que não existe mais. Imperdível.

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