
Em cartaz nos Estados Unidos e no Brasil no canal pago HBO, a série norte-americana Game of Thrones é um grande sucesso e teve confirmada sua segunda temporada, acreditem ou não, com a exibição de apenas um episódio. Mas dá para entender: a produção é viciante. Baseada nos quatro primeiros livros de George R.R. Martin, dentro da epopeia As Crônicas de Gelo e Fogo, que vai ganhar seu quinto tomo no mês que vem, tem clara inspiração no estilo épico e fantasioso imortalizado pela trilogia O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien.
Martin foi roteirista e produtor dos bem-sucedidos seriados Além da Imaginação e A Bela e a Fera, dos anos 80. Mas cansou. Encontrou na literatura fantástica o refúgio que tanto buscava e não conseguia encontrar nas engrenagens de Hollywood.
Seguindo a trilha de Tolkien, o escritor buscou criar um universo povoado por inúmeros personagens, situados em cenários monumentais, vivenciando uma trama repleta de reviravoltas.
Com dez episódios, a primeira temporada de Game of Thrones se passa em Sete Reinos de Westeros, uma terra que lembra a Europa Medieval. Lá, as estações duram anos, senão décadas. A trama começa quando Ned Stark (Sean Bean), patriarca de uma das principais famílias de Westeros, recebe uma visita do rei Robert Baratheon (Mark Addy), na qual ele lhe propõe ser seu braço direito, conselheiro e comandante militar, com o objetivo de reconquistar o trono de ferro.
O antigo ocupante do trono morreu assassinado em circunstâncias misteriosas. Depois de aceitar a proposta de Robert, Ned viaja com as duas filhas para a capital dos sete reinos, Kings Landing, com a missão de investigar o assassinato e começar o seu trabalho. Uma guerra civil eclodirá a partir da descoberta de um segredo escondido pela família da rainha Cersei Lannister (Lena Headey), mulher do rei Robert.
Ao mesmo tempo, Jon Snow (Kit Harington), filho bastardo de Ned, se une ao exército dos Patrulheiros da Noite que vigiam a muralha de gelo ao norte de Westeros. Mas esse é apenas um fragmento, um breve recorte, de uma história muito mais complexa, povoada por uma infinidade de personagens fascinantes, como o "Imp" (Peter Dinklage), o irmão priápico e anão da rainha Cersei.
Como se passa num mundo imaginário, num tempo que se assemelha à Idade Média, Game of Thrones conduz o espectador a outra dimensão, um mundo violento, com regras muito prórias, que faz referência tanto à obra de Tolkien como a RPGs, cheio de intrigas, drama, sexo (algo pouco comum em produções do gênero feitas para o cinema) e muitas aventuras. Irresistível, enfim.







