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Destruídos pelo fundamentalismo islâmico

Conheça alguns exemplos de Patrimônio da Humanidade que não tiveram a mesma sorte que os manuscritos de Timbuktu

  • PorGuilherme Barros
  • 27/08/2016 03:00
Os budas gigantes de Bamiyan, no Afeganistão, destruídos pelo Talibã | PA/CP/PETER ANDREWS
Os budas gigantes de Bamiyan, no Afeganistão, destruídos pelo Talibã| Foto: PA/CP/PETER ANDREWS

Budas gigantes do Afeganistão

Afegão caminha em frente ao local onde ficava a estátua de um buda gigante em Bamiyan, destruído pelo Talibã js/tc/eh/JEWEL SAMAD

Os Budas de Bamiyan eram duas enormes estátuas construídas entre os séculos IV e V na região central do Afeganistão. O maior deles media 53 metros de altura e seu corpo era talhado direto na pedra. Foram construídos numa época em que a região era ocupada por monastérios budistas, antes do domínio islâmico no século IX. As estátuas foram dinamitadas em 2001 pelo Talibã, após declarar que elas representavam ídolos. Hoje, o governo do país discute se deve reconstruir as estátuas ou deixar o local vazio, como uma lembrança do mal que o fundamentalismo é capaz de fazer.

Cidade de Palmira na Síria

As antigas ruínas de Palmira: o Estado Islâmico dinamitou o lugar, considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UnescoNOUR FOURAT/REUTERS

A cidade histórica de Palmira ficou sob controle dos militantes do Estado Islâmico entre maio de 2015 e março de 2016. Construída em meio a um oásis, ela abrigava as ruínas de um importante centro cultural do mundo antigo, considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Durante o tempo em que dominaram a cidade, os militantes explodiram diversas construções, saquearam imagens e explodiram o templo de Bel, o mais importante do conjunto arquitetônico, e o de Baalshamin, que data do século I.

Patrimônio assírio no Iraque

Ruína datada de séculos antes de Cristo foi colocada abaixo pelo Daeshks/lfb/lg/KARIM SAHIB

Desde 2014, resquícios da cultura assíria são alguns dos principais alvos do Estado Islâmico no Iraque. No início de 2015, eles divulgaram vídeos mostrando a destruição a marretadas de estátuas e esculturas com mais de três mil anos. Um touro alado que guardava a entrada da antiga cidade de Nínive e representava a cultura assíria ficou em ruínas. Uma semana depois, eles marcharam até as ruínas de Nimrud, uma cidade do século XVII A.C., onde destruíram o palácio principal e saquearam estátuas. Em abril deste ano, voltaram a Nínive e demoliram portas usando máquinas retroescavadoras.

Santuários sufistas de Timbuktu

Santuário sufista em Tibuktu é destruído por militantes islâmicos-/AFP

Ao contrário dos manuscritos, os prédios históricos, mesquitas e templos da cidade não passaram incólumes à sanha destruidora da Al-Qaeda. Várias construções que prestavam homenagem aos sábios sufistas que viveram ali séculos atrás foram destruídas pelos invasores. Na última segunda-feira, dia 22, o jihadista Ahmad Al Faqi Al Mahdi se declarou culpado frente ao Tribunal Penal Internacional pela destruição de nove mausoléus e da porta de uma mesquita. Ele se tornou a primeira pessoa a ser julgada por esse tipo de crime, e pode ser condenado a até 30 anos de prisão.

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