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O diretor gaúcho Sérgio Silva morreu na madrugada de ontem, aos 66 anos, em Porto Alegre, em decorrência de complicações de um câncer.

O corpo do cineasta foi velado a partir das 14 horas no Cemitério Ecumênico João 23, na capital gaúcha. O sepultamento estava marcado para as 20 horas de ontem.

Famoso pela direção do longa-metragem Anahy de las Misiones, que ganhou sete Candangos no Festival de Brasília de 1997, inclusive de melhor filme e roteiro, Silva foi homenageado pelo Festival de Cinema de Gramado no último domingo, durante a premiação da Mostra de Curtas Gaúchos.

Silva estaria presente no evento, mas seu estado de saúde piorou e ele não pôde viajar à Serra Gaúcha. O jornalista Roger Lerina, aluno de teatro de Sérgio Silva na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, recebeu a homenagem do evento em seu nome. "Ele passava seu conhecimento enciclopédico não de uma forma soberba. Ele gostava de dialogar e dividir", discursou Lerina.

O primeiro longa de Silva foi Heimweh/ Nostalgia, de 1990, filmado em parceira com Tuio Becker em 16 milímetros e falado em alemão.

Ele também era formado em Letras pela UFRGS, onde ensinou dramaturgia no Departamento de Arte Dramática por mais de 30 anos. Trabalhou como crítico de cinema, ator e, além de Anahy de las Misiones, dirigiu os longas Noite de São João (2003) e Quase um Tango... (2009).

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