James Dean, o ator americano que fez apenas três filmes antes de morrer, aos 24 anos, em acidente de automóvel, não se matou por excesso de velocidade, segundo um novo documentário. Desde sua morte, em um estrada da California no dia 30 de setembro de 1955, Dean passou a ser uma lenda em Hollywood como rebelde, amante de carros e apaixonado por velocidade.

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No entanto, segundo documentário que transmite na próxima semana a rede de televisão "Channel 5", cujo conteúdo a imprensa britânica adianta neste domingo, naquele dia fatídico, o velocímetro de seu Porsche Spyder 550 marcava apenas 112 quilômetros por hora, 32 a menos do que se acreditava.

O documentário, realizado com a ajuda da mais moderna tecnologia, revela que Dean freiou com força para não se chocar com o veículo em vez de ter se lançado para cima, como foi dito na época.

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Segundo o documentário, era o próprio ator de "A Leste do Éden", "Gigante" e "Rebelde sem Causa", que estava ao volante e não o mecânico alemão Rolf Weutherich. O corpo de Dean, que recebeu todo o impacto do outro carro, foi, no entanto, jogado para o banco do acompanhante no momento do choque, segundo determinaram os especialistas.

Uma testemunha do acidente, chamado Don Dooley, que atualmente tem 65 anos, continua insistindo na tese de que o carro estava sendo dirigido pelo mecânico. Este ficou ferido tão gravemente que não pôde participar da investigação inicial. quando se recuperou, regressou à Alemanha e não voltou a falar sobre o ocorrido até sua morte, em 1981, em outro acidente de automóvel.

Muitos consideravam que o Porsche Spyder de James Dean era demasiadamente potente para ele e o ator Alec Guinness chegou a ter um pressentimento de que seu colega morreria ao volante do carro.

Dean encontrara com Guinness em Hollywood, em um local frequentado por muitos famosos e, orgulhoso com seu novo carro, tentou ensiná-lo a dirigir. Foi nesse momento que Guinness previu que um acidente poderia ocorrer.