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Douglas Sartori faz parte do coro, item fundamental no teatro grego | Faissal/Divulgação
Douglas Sartori faz parte do coro, item fundamental no teatro grego| Foto: Faissal/Divulgação

Espremido entre duas obras-primas do teatro grego, Édipo em Colono tem sido ignorado solenemente há anos. O desejo de resgatar esse trecho mais reflexivo da Trilogia Tebana de Sófocles move Antônio Sérgio Busnardo desde 1993, quando fez uma leitura dramática do texto. Agora ele apresenta uma montagem da obra, no Teatro José Maria Santos (R. Treze de Maio, 655), no papel do protagonista e com direção de Lutero de Almeida. O espetáculo fica em cartaz até 13 de novembro (Veja o serviço completo do espetáculo no Guia Gazeta do Povo).

"A presença de Édipo Rei é uma coisa tão forte e presente que as pessoas esquecem que ele tem uma continuação", disse o ator, em entrevista à Gazeta do Povo. "As pessoas acham que a primeira parte é suficiente para entender o Édipo, mas a sequência é necessária."

A terceira parte, Antígona, que narra as agruras da filha de Édipo, também recebe muito mais atenção que a segunda.

Trama

Quando Édipo Rei termina, o protagonista cega a si mesmo e se desterra pela vergonha de ter matado o pai e desposado a mãe, ainda que inadvertidamente.

Partindo em busca de sua restauração, ele chega a Colono, onde é recebido por Teseu, junto a quem encontra consolo. Dirige-se então ao Hades, local onde acreditava-se repousarem os espíritos dos homens puros. Ali, ele cumpre rituais pedindo aos deuses por uma boa morte e finalmente paga pelos erros que cometera – ainda que forçado pelo próprio destino.

"Queremos alcançar a plateia de historiadores, filósofos, psicólogos e pessoas das letras", diz Busnardo.

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