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Humor

Ela não perde a piada

No elenco do Comédia ao Vivo, Tatá Werneck ganha mais espaço na MTV com a estreia de Trolalá e fala dos seus muitos medos, de dormir sozinha a andar de avião

  • Agência O Globo
A atriz posa na casa dos pais no Rio de Janeiro |
A atriz posa na casa dos pais no Rio de Janeiro
 
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É difícil saber quando Tatá Werneck está falando sério. A atriz e humorista – do tipo que perde o amigo, mas não a piada – parece não se esforçar para ser engraçada. Ditas por ela, frases como “eu morro de medo de dormir sozinha”, “chupei o dedo até os 9 anos de idade”, “parei de fumar, engordei dez quilos e virei uma abóbora” ou “passei o Natal num retiro espiritual na África” soam como brincadeira. Mas é tudo verdade. Conhecida do público do Comédia ao Vivo por tipos hilários como Roxanne e Taty Periguete, Tatá agora será ela mesma na MTV. No diá­­rio Trolalá, que estreia hoje, às 19 horas, ela surgirá sem caracterizações, ao lado de Paulinho Serra.

Com duração de 15 minutos, a atração, no ar de segunda a sexta, terá “um formato bem anárquico”, segundo Tatá. Com um cenário simples – com o fundo de chroma-key –, os dois terão um telefone para conversar com os telespectadores e passar trotes para anônimos e famosos. O público poderá escolher temas de esquetes que serão improvisados pela dupla e também participará de outras brincadeiras propostas pelos apresentadores.

Articulada, Tatá, de 28 anos, parece ser aquela pessoa que não filtra o que fala. Mas revela que hoje não dá mais para fazer piada sobre tudo na tevê: “Qualquer gracinha pode ser interpretada como bullying. Os humoristas estão sendo muito observados. Tem um humor ácido de que gosto. Mas ainda posso falar humor negro? Tudo é apontado como preconceito”.

Com uma carreira pautada pelo teatro, a atriz, uma garota hiperativa que foi expulsa de duas escolas, começou a ter aulas de interpretação aos 9, com a veterana Sura Berditchevsky.

O fato de morar sozinha em São Paulo obrigou Tatá a lidar com alguns de seus medos – ela também tem pavor de avião e prefere vir da capital paulista para o Rio de ônibus, por exemplo.

“Eu tinha acabado de terminar um namoro quando fui morar em São Paulo e ficava sentada no chão do quarto, sofrendo. Minutos depois, ia para a MTV e tinha que improvisar e ser engraçada nas gravações”, recorda.

A questão sentimental foi resolvida. Tatá voltou a namorar o mesmo cara, um engenheiro, com quem já está há seis anos, entre idas e vindas. Mas o sono da humorista nunca está em dia. Nas noites insones, ela apela para os amigos.

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