O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou, esta quinta-feira, o tombamento da Feira de Caruaru, em Pernambuco, o Elevador Lacerda, em Salvador, e o Edifício da Bolsa Oficial do Café (onde funciona hoje o Museu do Café), em São Paulo, como patrimônios imateriais.

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O conselho do Iphan é composto por 18 membros da sociedade civil em áreas, como antropólogos, museólogos, arquitetos, urbanistas e historiadores.

A Feira de Caruaru foi inscrita no Livro de Registro dos Lugares, que reúne lugares não só com valor arquitetônico, urbanístico, estético ou paisagístico, como aqueles que servem de suporte para várias atividades. A feira pernambucana é considerada um espaço sócio-cultural, onde se movimenta entre R$ 20 e R$ 40 milhões por semana. Ali funciona como ponto de exposição, produção e reprodução de expressões artísticas populares e a chamada feira livre.

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O Elevador Lacerda, construído em 1930, é um sistema de transporte urbano de cargas e passageiros que sucede ao Guindaste da Fazenda - um plano inclinado, cuja primeira referência aparece em dezembro de 1609, em uma gravura holandesa, que se guarda em Haia (Holanda). Sua função era transportar mercadorias do porto para a alfândega, situada na Praça do Conselho, atual Praça Municipal. Os holandeses, quando ocuparam Salvador, entre 1624 e 1625, o aperfeiçoaram, duplicando suas trilhas e caçambas e criando um sistema contrabalançado.

O Edifício da Bolsa Oficial do Café foi construído pela Companhia Construtora de Santos e inaugurado em 1922, durante as comemorações do Centenário da Independência. Foi concebido para ser um monumento e um marco simbólico do apogeu do ciclo econômico do café, dominando com sua torre toda a paisagem do maior porto exportador do produto no mundo.