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007 – Operação Skyfall apresenta James Bond humano |
007 – Operação Skyfall apresenta James Bond humano| Foto:

Serviço

Argo

(Argo. EUA, 2012) Direção de Ben Affleck. Com Ben Affleck, Alan Arkin e John Goodman. Warner. 120 min. Classificação indicativa: 14 anos. Preço médio: R$ 39,90 (DVD) e R$ 69,90 (Blu-ray). Drama. Vencedor dos Oscars de melhor filme, roteiro adaptado e edição. GGGG

007 – Operação Skyfall

(Skyfall. Reino Unido, 2012). Direção de Sam Mendes. Com Daniel Craig. Judi Dench e Javier Bardem. Sony. 143 min. Classificação indicativa: 14 anos. Preço médio: R$ 39,90 (DVD) e R$ 69,90 (Blu-ray). Ação. Vencedor dos Oscars de melhor canção original e edição de som. GGG1/2

Amor

(Amour. Áustria/Alemanha/França, 2012). Direção de Michael Haneke. Com Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva e Isabelle Huppert. Imovision. 127 min. Classificação indicativa: 12 anos. Apenas para locação. Drama. Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro. GGGGG

  • Amor fala de finitude, decadência e cuidados incondicionais
  • Argo disparou como favorito em meio a bons filmes

Passadas duas semanas desde a cerimônia de entrega do Oscar, alguns dos títulos premiados já chegam às locadoras. O vencedor das estatuetas de melhor filme, roteiro adaptado e edição, Argo, de Ben Affleck, encabeça a lista dos mais locados. Semana passada foi lançado 007 – Operação Skyfall, mais recente aventura do agente James Bond, que ganhou os prêmios de melhor canção original e edição de som (compartilhado com A Hora Mais Escura). No dia 28 deste mês, é a vez de Amor, melhor filme estrangeiro.

Em Argo, que atropelou toda a concorrência na reta final da temporada de prêmios rumo ao Oscar, Affleck, além de assinar a direção, vive o papel do agente da CIA Tony Mendez. O espião, em 1980, idealizou a ação secreta para a retirada do Irã de seis diplomatas que conseguiram escapar da embaixada norte-

americana em Teerã, quando ela foi invadida e tomada por extremistas que exigiam a extradição dos EUA do xá Reza Pahlevi, exilado após a Revolução Islâmica de 1979.

Para tirá-los do país, Mendez teria elaborado um plano surreal: convencer o mundo de que um estúdio de Hollywood estaria prestes a iniciar as filmagens de uma superprodução de ficção científica, aos moldes de Guerra nas Estrelas, e de que as locações "exóticas" escolhidas ficariam justamente no Irã.

Eletrizante, Argo, ainda que não seja exatamente fiel aos fatos, tem vários méritos. Além de uma excelente reconstituição de época e de um elenco afinado, acerta ao não se render à tentação de ser uma visão acrítica ou patriótica demais da política externa dos EUA.

Em 007– Operação Skyfall, terceiro filme da franquia com Daniel Craig no papel do agente britânico James Bond, desfaz-se o enigma em torno das origens do herói e ele se aproxima do personagem mais humano criado por Ian Fleming. Essas revelações, contudo, não estão exatamente no centro da trama. Quem divide o protagonismo na história é M. (Judi Dench), superiora de Bond na divisão do serviço secreto à qual ele serve, o MI9.

No prólogo da trama, Bond está em Istambul, à caça de um vilão terrorista, que, mais tarde será revelado, tem muito mais em comum com ele e M. do que ambos podem imaginar. Trata-se de um ex-agente um tanto ambíguo (Javier Bardem, de Onde os Fracos Não Têm Vez), que, anos antes, caíra em desgraça – muito por conta de decisões tomadas pela chefona do serviço de espiões.

Ótimas sequências de ação, um diálogo hilariante entre Daniel Craig e Javier Bardem e o destaque dado a M. fazem de Operação Skyfall um filme atípico dentro da franquia, embora não chegue a destoar de seus dois antecessores. O trecho final, que mergulha nas profundezas do inconsciente de Bond, o aproxima de personagens tão díspares quanto Batman e Harry Potter e lança Bond em uma direção inesperada.

Haneke

Amor, do cineasta alemão radicado na Áustria, é uma obra sobre a decadência física, a finitude e, enfim, como o próprio título anuncia, a respeito de um amor incondicional. Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emanuelle Riva) formam um casal de pianistas clássicos octogenários, que vivem em um amplo e confortável apartamento parisiense. A serena rotina dos dois muda traumaticamente quando Anne sofre um acidente vascular cerebral e fica com metade do corpo paralisada.

Condenada a se locomover em uma cadeira de rodas, ela, antes uma mulher ativa e independente, se vê limitada e forçada a recorrer ao marido para quase tudo. Ele se desdobra para manter a vida dos dois dentro de uma relativa normalidade.

À medida em que a saúde de Anne entra em declínio, e sua dependência de Georges aumenta, ela começa a mergulhar em estado de profunda angústia. No entanto, ele não desiste de tentar ajudá-la com uma devoção ao mesmo tempo inspiradora e dilacerante, já que movida por um inconformismo latente. Ele se recusa a aceitar o incontornável. Além do Oscar de melhor filme estrangeiro, Amor venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 2012.

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