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Foi uma operação de guerra manter o silêncio que envolveu a filmagem de um comercial de dois minutos para vender assinaturas de televisão paga para a operadora Sky, que irá ao ar na televisão aberta no próximo domingo. A razão para todo o sigilo desde a gravação, feita logo após o carnaval e só revelada ontem era a garota-propaganda: a top model Gisele Bündchen. A modelo mobiliza plateias e vira notícia. Por isso, cobra caro - sem revelar valores - para protagonizar qualquer campanha publicitária.

"Mas vale cada centavo", elogia o presidente e diretor de criação da Giovanni+ DraftFCB, Adilson Xavier, que a contratou por dois anos para anunciar as vantagens dos dez novos canais com imagens em alta definição que operadora Sky passa a oferecer.

O comercial estrelado por Gisele mereceu uma megaprodução, com gastos de R$ 4 milhões, fora o cachê dela, e direção do cineasta Fernando Meireles. "Não tenho notícia de outro comercial com esse padrão", diz Xavier.

O cenário escolhido foi o saguão de um aeroporto com as pessoas desavisadas circulando, o que exigiu autorização especial. "Queríamos aproveitar a espontaneidade de todos, por isso pedimos a Gisele que sentasse num sofá vermelho e apertasse o controle remoto. Cada vez que o fazia, algo acontecia no entorno, como se a TV estivesse transmitindo ao vivo". O resultado, diz, é merecedor de prêmio em Cannes. "Por isso, vamos inscrever a peça no Festival.

Contrato - "O contrato da Gisele difere do de outras celebridades", conta Xavier. "Ela cobra pelo tempo gasto no trabalho de filmagem e o período que sua imagem será utilizada. Há estrelas, até menos famosas, que restringem o uso do material produzido a no máximo três versões.

No caso dela, além de podermos usar vários desdobramentos de material filmado, ainda convivemos com uma profissional irretocável: pontual, sem o tipo de frescuras que exige motorista e ainda se recusa a receber ordens em cena." O profissionalismo da gaúcha tem lhe valido rendimentos da ordem de US$ 35 milhões ao ano, conforme calcula a revista Forbes.

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