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Mais de 100 mil trabalhadores de Bollywood e da televisão indiana iniciaram nesta quarta-feira uma greve por tempo indeterminado, protestando contra pagamentos irregulares e a contratação de trabalhadores não sindicalizados. A greve pode adiar o lançamento de grandes produções da temporada dos festivais na Índia.

Astros de cinema indiano, incluindo Shah Rukh Khan e Amitabh Bachchan, além de dançarinos, roteiristas e técnicos atenderam ao chamado para participar do protesto de "não cooperação" por tempo indeterminado em Mumbai, sede da prolífica indústria do cinema indiana, Bollywood.

"Todas as filmagens foram interrompidas", disse Dinesh Chaturvedi, secretário-geral da Federação de Trabalhadores no Cinema da Índia Ocidental. "Os produtores não respeitaram os termos do acordo que firmaram conosco há um ano e meio."

"Os pagamentos vêm tendo atrasos de três meses, seis meses, um ano. E os produtores estão contratando pessoas não sindicalizadas, para reduzir seus custos. Não estamos contentes em convocar esta não cooperação, mas não temos outra saída."

É a primeira vez nos 50 anos de existência da federação que foi feito um protesto desse tipo, disse Chaturvedi, observando que espera que o impasse seja solucionado em pouco tempo.

Suprant Sen, secretário-geral da Associação de Produtores de Cinema, disse que a greve envolve 100 mil trabalhadores de 22 associações menores que representam todas as categorias, desde atores até assistentes de filmagem.

Um representante da Balaji Telefilms, que tem 15 programas no ar, disse que todas as filmagens do dia foram canceladas, e um segurança do Filmistan Studio informou que as duas filmagens programadas para o dia foram canceladas.

A indústria indiana de mídia e entretenimento está prevista para crescer no ritmo mais rápido da região Ásia-Pacífico, com o entretenimento filmado crescendo no ritmo médio de 15 por cento ao ano, para chegar a quase 4 bilhões de dólares em 2012, segundo estimativa da PricewaterhouseCoopers.

Bollywood produz cerca de mil filmes por ano, mais de um quinto dos quais falados em hindi, a língua dominante. Nos últimos anos, o setor vem fazendo a transição para uma estrutura mais corporativa em termos de finanças, produção e distribuição.

Mas as condições de trabalho e outras ainda ficam a cargo em grande medida de produtores e emissoras individuais, segundo Anil Wanvari, produtor do popular portal indiantelevision.com.

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