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Música

Guitar hero paranaense

Nascido em Cambará e radicado em Los Angeles, Rafael Moreira já tocou com ídolos como Paul Stanley, Steven Tyler, Stevie Wonder e Christina Aguilera

  • PorLuigi Poniwass
  • 27/07/2013 21:08
Rafael Moreira empunha sua Gibson Les Paul: reconhecimento internacional | Gilad Koriski/Divulgação
Rafael Moreira empunha sua Gibson Les Paul: reconhecimento internacional| Foto: Gilad Koriski/Divulgação
  • O guitarrista em performance com a cantora norte-americana Pink
  • Rafael tocando violão com o guitarrista do Jane’s Addiction, Dave Navarro
  • Com Paul Stanley, no aniversário de 60 anos do fundador do Kiss

Que Pepeu Gomes, que Robertinho do Recife, que nada! O maior "guitar hero" do Brasil chama-se Rafael Moreira, tem 38 anos, e nasceu em Cambará – no Norte Pioneiro, a 415 quilômetros de Curitiba. Radicado em Los Angeles desde meados da década de 1990, Rafael é o guitarrista da versão norte-americana do programa The Voice, exibido pela rede NBC, toca guitarra e canta no trio Magnetico e já se apresentou (em shows, álbuns ou turnês) com ídolos como Paul Stanley (Kiss), Steven Tyler (Aerosmith), Don Felder (Eagles), Stevie Wonder, Pink e Christina Aguilera, entre outros. Sem falar nas participações em alguns dos mais importantes programas de televisão do mundo, como American Idol, Rockstar, Top of the Pops e Saturday Night Live!.

O incrível talento e a visibilidade proporcionada pelas turnês e programas de televisão – turbinados por elogios de artistas como Dave Navarro, do Jane’s Addiction (para quem Rafael Moreira é "um dos melhores guitarristas do mundo") –, levaram o paranaense a estampar a capa da principal revista para guitarristas do mundo, a Guitar Player Magazine, em outubro de 2009.

Origem

Mas tudo começou na pequena Cambará, cidade com pouco mais de 20 mil habitantes, em 3 de agosto de 1974. Rafael é o terceiro dos quatro filhos do engenheiro agrônomo Benedito Moreira Jr. e da professora de música Marili Cury Moreira. Por influência da mãe – também cantora, compositora e multi-instrumentista –, interessou-se por música bem cedo: começou a cantar com dois anos de idade, aos seis aprendeu a tocar violão e aos oito ganhou sua primeira guitarra elétrica – uma Jennifer, imitação da Fender Jaguar. "Nossa, eu pirei, só queria saber de tocar guitarra!", relembrou, em entrevista por telefone à Gazeta do Povo. "Meu irmão ganhou outra guitarra e um amplificador, o outro ganhou uma bateria e formamos nossa primeira banda. A gente tocava nos cinemas e nas feiras agropecuárias da região. Aos 11 anos eu já compunha, escrevia letras e criava melodias. Nessa época, ganhamos um festival da canção em Jacarezinho, onde estudávamos."

A convivência com a garotada de Jacarezinho, nos anos 1980, reforçou a paixão pelo rock – que desabrochara em Cambará anos antes, graças à influência de primos mais velhos. "Toda semana recebíamos a visita desses primos, que vinham com suas motos, camisetas de rock, aparelhos de som e discos dos Rolling Stones, Kiss e outros", contou. "Eu adorava aquele som, foi uma semente plantada."

Logo ele começou a ser convidado para tocar com músicos bem mais velhos, em bandas de baile. Foi nesses grupos que o menino prodígio de Cambará adquiriu experiência de palco, antes de se mudar para estudar na capital paranaense: "Tocamos muito na região, e quando eu tinha 16 anos fui fazer o terceirão em Curitiba. Foi muito joia, porque eu comecei a descobrir outros garotos da minha idade, que também tocavam bem, bons bateristas, baixistas e cantores".

Rafael juntou-se com alguns desses músicos na banda de heavy metal Ícarus, e assim foi admitido na cena rock curitibana da primeira metade da década de 1990, tocando em bares como Porko Jones, Hangar e El Potato Medieval. Depois, fez parte de uma banda de rap-metal chamada Nospheratu, que se mostraria bastante conectada com o estilo mais tarde adotado por grupos como Limp Bizkit e Linkin Park. E começou a ser chamado para tocar nas bandas cover que pipocavam na época.

Aos 21 anos, Rafael já havia largado a faculdade de Administração Rural na Universidade Positivo, tinha certeza de que queria viver da música e percebia que Curitiba era muito pequena para ele: "Cheguei para os meus pais e sugeri que, ao invés de fazer uma faculdade que não ia me servir para nada, eu queria estudar música em Boston ou Los Angeles."

Pop

Ele optou pelo conceituado Musicians Institute (MI), em Hollywood. Quando concluiu o curso, em 1998, Rafael precisou "se virar", tocando em pequenos grupos de Los Angeles. Até que surgiu um teste para a banda de apoio de Christina Aguilera. "De repente, estava tocando para a maior cantora dos Estados Unidos na época. Para você ter uma ideia, meu primeiro show foi no Saturday Night Live!"

No ano 2000, Rafael Moreira participou da turnê mundial de Christina, com shows em arenas lotadas nos EUA, Canadá, México, Panamá e Ásia. "Meu lance era tocar rock-n’-roll, mas o trabalho caiu no meu colo e foi muito bom, me ajudou financeiramente e colocou o meu nome em outro patamar", avalia.

E como: o diretor musical da banda de Christina, o compositor e multi-instrumentista italiano Alessandro Alessandroni (que pode ser ouvido nas trilhas "assoviadas" de faroestes famosos, como Por Um Punhado de Dólares e Era Uma Vez no Oeste), recomendou Rafael para fazer um teste com outra estrela pop, Pink. Mais uma vez o paranaense foi aprovado, e passou a integrar a banda da cantora norte-americana, com quem fez turnês, gravou disco e participou de videoclipes, durante cinco anos.

Na sequência, veio o programa Rockstar e, finalmente, o chamado para participar de uma turnê de dois meses com Paul Stanley, do Kiss, pelos EUA e Austrália. "Ele é um gentleman, me levou à casa dele, eu ensaiei com as guitarras dele... e na estrada é super dedicado, sério, sempre o primeiro a chegar, mesmo tendo feito tudo o que já fez pelo rock-and-roll."

Mas hoje, o que mais realiza o músico paranaense é fazer shows com a própria banda, a Magnetico, com quem está gravando o segundo álbum. "Mas eu sempre estou aberto a novos desafios, eu gosto de música! Adoro tocar com gente boa, gosto de produzir, tocar em estúdio... e cada trabalho é uma sensação diferente", destaca.

Para os moleques que tocam em bandas de garagem e sonham em vencer na música, o guitar hero brasileiro aconselha: "A primeira coisa é seguir o seu coração, você sabe mais do que qualquer outra pessoa sobre o que quer fazer da vida. Nada é garantido, mas você tem que correr atrás e acreditar, ter coragem de mudar e arriscar. Quem não arrisca, não petisca. O caminho está aberto, é só seguir em frente".

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