As homenagens ao centenário de Gustav Mahler têm dado ao curitibano uma rara chance de ouvir ao vivo algumas obras do compositor. Devido ao tamanho exigido da orquestra na maior parte das sinfonias e também em razão da dificuldade de execução, poucas vezes a Orquestra Sinfônica do Paraná, a mais importante do gênero no estado, se arriscou a tocar Mahler.
Neste ano, o primeiro concerto que inclui o compositor ocorreu no fim de semana do Dia das Mães. O regente Osvaldo Ferreira, novo titular da orquestra, diz que até o fim do ano mais dois concertos incluirão obras do compositor. Um deles terá canções extraídas do ciclo "O Garoto e Sua Trompa Mágica". O outro mostrará a última sinfonia completa de Mahler ( e também a mais famosa), a Nona.
Para Ferreira, a importância de Mahler, embora só tenha sido reconhecida plenamente na segunda metade do século 20, hoje é indiscutível. "É um compositor que viu à frente do seu tempo, que tinha uma compreensão do mundo muito interessante. Era um homem com preocupações com a relação do homem com a natureza, por exemplo, como se vê na Canção da Terra. Coisa que não era comum em sua época", afirma.
A Orquestra Filarmônica da Universidade Federal do Paraná também fará homenagens a Mahler. Harry Crowl, coordenador artístico do grupo, diz que as composições que se encaixam no tamanho da orquestra serão executadas. Isso inclui diversas canções e o "Adagietto", da 5.ª Sinfonia.



