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Com um belíssimo show, Marisa Monte empolga plateia curitibana | Luciane Horcel / Gazeta do Povo
Com um belíssimo show, Marisa Monte empolga plateia curitibana| Foto: Luciane Horcel / Gazeta do Povo
  • Sensual, Marisa dançou e interagiu com a plateia
  • Marisa cantou músicas do último trabalho e antigos sucessos
  • Efeitos de luz e projeções deram um toque a mais ao show
  • Orquestra de cordas e power trio do Nação Zumbi acompanham a cantor na turnê
  • Cantora fez homenagens à Cássia Eller e Arnaldo Antunes
  • Público cantou em coro a grande maioria das canções do repertório
  • No bis, Marisa agradeceu o

Para ela, bastaria o palco, um microfone e um violão qualquer. A voz de impressionar, a afinação quase inacreditável, a simpatia natural e a presença artística que faz encher os olhos já seriam mais que suficientes para se ter um show bastante inesquecível.

Mas Marisa Monte ofereceu mais à plateia que lotou o Guairão neste domingo (10). Três telões internos e outros que invadiam as bordas externas do palco ganhavam projeções em plena sintonia com o que estava sendo cantado. A quase visualização de sentimentos melodiados foi fruto do trabalho de vários artistas plásticos brasileiros contemporâneos que ofereceram a imagem perfeita para se apreciar o que está sendo ouvido.

>>Veja fotos do show

Como se ainda não bastasse, Marisa, que escolheu a música "O que você quer saber da verdade (título também do seu último álbum) para abrir o show, estava muito bem acompanhada. Além de um quarteto de cordas, a cantor contou com o power trio da banda pernambucana Nação Zumbi, formado pelos músicos Dengue (baixo), Pupilo (bateria) e Lúcio Maia (guitarra). "Eu tinha um desejo antigo de tocar com eles . Daí a gente gravou várias coisas em estúdio e esse desejo foi se tornando mais real. Então os meninos do Nação Zumbi me emprestaram esses músicos maravilhosos e eu me comprometo a cuidar muito bem deles. E, um dia, vou devolvê-los...", brincou.

Com tanto a oferecer, mesmo vindo pela segunda vez a Curitiba com a turnê Verdade - Uma Ilusão, trazendo praticamente o mesmo show, com um repertório bem semelhante ao apresentado em junho do ano passado, a cantora conseguiu surpreender.

Além das canções do último trabalho, entre elas "Ainda Bem" e "Depois", que foram cantadas em coro pela plateia, Marisa passeou pelos antigos sucessos como "Infinito Particular", do sétimo álbum, "A Sua" gravada em um EP com duas faixas em 2001, "Velha Infância" do Tribalistas, "Beija Eu" e "Eu Sei (Na Mira)", do CD Mais, e ainda "Não Vá Embora" e "Gentileza" do álbum Memórias, Crônicas e Declarações de Amor.

Assim como no primeiro show que aconteceu em junho na cidade, Marisa repetiu a homenagem à Cássia Eller, contou a história da composição de E.C.T. e falou novamente da falta que sente da cantora. "Eu era enlouquecida pela Cássia Eller. Eu sempre achei incrível aquela capacidade que ela tinha de transmitir força e ao mesmo doçura enquanto cantava. Aquela personalidade dela meio contraditória me fascinava. Dizem que saudade não é sentir a falta, mas sentir a presença de alguém... então por isso que eu quis cantar essa canção", disse depois de cantar a canção que fez com Arnaldo Antunes.

Com a voz mais rouca do que o costumaz – compreensível depois de uma turnê que já passou por mais de 10 cidades, Marisa cantou "Sono come tu me vuoi" e também homenageou a italiana Mina Mazzini.

O show seguiu com genialidades como projetar efeitos de luz no vestido da musa, que ganhou, de uma hora para outra, um brilho estampado, que a cantora soube usar bem, dançando e ensaiando passos de bolero em "Verdade Uma ilusão", do novo CD.

Além do pleno domínio de palco, Marisa interagiu com a plateia e deixou o público à vontade para fazer graça, berrar declarações de amor e até um "Ah se eu te pego", gritado por um fã bem-humorado.

Num bis rápido, Marisa cantou "Amor I love you" e elogiou o coro: "Eu adoro quando vocês fazem backing vocal! Eu acho tão lindo... Vamos mais um pouquinho?".

Depois puxou a lendária "Bem que se quis". Cantou o comecinho e deixou a galera do gargarejo terminar a música. Com um curvar-se de agradecimento e um aceno suave, ela saiu do palco sob o coro sonoro de quem ficaria no teatro por mais duas horas sem nem hesitar...

Show Marisa Monte

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