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Uma partida de tênis onde os jogadores são os atores Fernando Eiras e Emilio de Mello, enquanto a bolinha (imaginária) representa frases rebatidas em perfeita sincronia. Esta é a minha definição de In On It, sucesso de público na mostra contemporânea do Festival de Curitiba, que conferi na última sessão no Guairinha, na noite de quinta-feira (25).
Entretanto, nos seus primeiros minutos em cima do palco Eiras prontamente afirma: "isso aqui não é um espetáculo, é uma peça de teatro." E foi isso que pude comprovar realmente. Explico: In On It não é um simples entretenimento, mas sim uma reflexão sobre as relações humanas. Eiras e Mello se transformam em 10 personagens que se distribuem em tempo e espaço diferentes de acordo com a iluminação e sabem conquistar o público, que quer ver uma "peça de teatro".
O desempenho da dupla Eiras e Melo, aliado ao texto do canadense Daniel Macivor, aqui traduzido por Daniele Ávila, consegue retratar de forma simples a (con) vivência humana. No meio de discussões sobre o acidente de um homem, a afirmação é exposta: "coisas arbitrárias podem mudar a sua vida."
Com direção de Enrique Diaz, In On It tem pontos altos onde um ator completa o outro. Destaque para as cenas que mostram um casal gay de namorados brigando, o médico que dá uma notícia ruim ao paciente e o pé na bunda de uma mulher. Ah, sem se esquecer do garotinho feito por Eiras, no qual ele define: "criança é foda."
Em uma hora e meia, o entendimento do começo só acontece com o fim. A narrativa se utiliza da metalinguagem e a compreensão culmina na dúvida: "de que maneira algumas coisas terminam enquanto outras simplesmente param?" Agora, cabe a plateia refletir. Assim como o leitor deste texto, que para aqui.
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