A partir desta sexta-feira e até domingo, o cantor, compositor, músico, escritor e artista plástico carioca Jorge Mautner, de 68 anos, mostra toda a sua versatilidade no Teatro da Caixa. Além de Revirão, show relativo a seu mais recente disco, lançado há dois anos, Mautner (na sexta, logo após o primeiro show) autografa sua autobiografia, O Filho do Holocausto Memórias (1941 a 1958).
Com início às 20 horas, o show traz Mautner (voz e violino) acompanhado do músico Nelson Jacobina (guitarra e violão), interpretando canções como "Os Pais", "Executivo-Executor", "Ao Som da Orquestra Imperial", o bolero "Estilhaços de Paixão", o frevo-marchinha "Juntei a Fome com a Vontade de Comer", e as roqueiras "Assim Já É Demais" e "Ressurreições" todas do disco Revirão.
Para os saudosistas, sucessos mais antigos como "Locomotiva", "Maracatu Atômico", "Herói das Estrelas", "Morre-se Assim", "Vampiro", "Todo Errado" e "Homem Bomba" também integram o setlist da apresentação. Há espaço ainda para uma homenagem de Mautner à organização não-governamental AfroReggae, com as canções "Acúmulo de Azuis" e "Sapo Cururu".
Dose dupla
"Hiperbólico e ostensivamente redundante tal como as ficções do autor", assim Caetano Veloso define, no prefácio, O Filho do Holocausto Memórias (1941 a 1958), autobiografia de Jorge Mautner, lançada há dois anos pela editora Agir.
Quem permanecer no Teatro da Caixa após o show de sexta, terá a chance de conhecer um pouco mais sobre a vida e o método de escrita de Mautner, que participa de uma uma sessão de autógrafos e de um bate-papo sobre a obra, assim que descer do palco.
Autor de mais de uma dezena de livros, entre eles Dança da Chuva e da Morte, pelo qual foi premiado com o Jabuti de revelação literária, em 1962, Mautner conta em sua autobriografia, financiada com recursos do Programa Bolsas Vitae de Artes, do Ministério da Cultura (MinC), experiências afetivas, culturais e espirituais vividas durante a infância e adolescência e inéditas até então.
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