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Cuba lançou nesta terça-feira um livro com manuscritos inéditos do guerrilheiro Ernesto "Che" Guevara, nos quais ele narra passagens da luta rebelde na ilha que levou ao poder o ex-presidente Fidel Castro na revolução de 1959.

"Diario de un Combatiente" ("Diário de um Combatente") é uma compilação de manuscritos do argentino-cubano Che Guevara durante sua campanha guerrilheira em Cuba, cujo Exército rebelde comandado por Castro derrotou a ditadura de Fulgencio Batista há mais de meio século.

"Nosso propósito é tornar conhecida sua obra, seu pensamento, sua vida, para que o povo cubano e do mundo em geral o conheça tal como era", disse a jornalistas Aleida March, viúva de Guevara, numa entrevista coletiva à qual estavam presentes vários ex-integrantes da coluna rebelde.

A publicação, lançada pela editora australiana Ocean Press/Ocean Sur, será vendida este ano na América Latina e na Espanha, e em 2012 será traduzida para o inglês.

O livro aborda "momentos únicos na luta armada em Cuba até o triunfo da revolução encabeçada por Fidel Castro, em 1o de janeiro de 1959, narradas por um de seus principais protagonistas", ressalta a contracapa da obra.

Em Cuba, ele será lançado na Feira de Havana 2012, disse María del Carmen Ariet, pesquisadora do Centro de Estudos "Che" Guevara, encarregado de preservar sua obra.

Guevara, que estudou medicina na Argentina, uniu-se na década de 1950 ao movimento revolucionário de Fidel Castro, do qual chegou a ser um de seus principais chefes guerrilheiros.

Nascido na cidade argentina de Rosario em 14 de junho de 1928, Guevara conheceu Castro na capital mexicana em 1956 e começaram a planejar uma expedição com 82 homens para derrotar Batista.

Che foi executado por militares bolivianos em 9 de outubro de 1967 quando tentava criar um foco guerrilheiro na Bolívia.

Guevara, que foi ministro da Indústria e presidente do Banco Nacional de Cuba na década de 1960, publicou antes "La Guerra de Guerrillas" (1960) e "Pasajes de la Guerra Revolucionaria" em 1963.

Seus restos foram achados por uma equipe forense cubano-argentina na localidade boliviana de Vallegrande, em 1997, e pouco depois foram trasladados a Cuba.

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