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Lúcio Maia: músico é considerado um dos melhores guitarristas brasileiros da atualidade | André V. Carvalho
Lúcio Maia: músico é considerado um dos melhores guitarristas brasileiros da atualidade| Foto: André V. Carvalho

Perfil

Saiba mais sobre Lúcio Maia, apontado como um dos melhores guitarristas do Brasil

- Lúcio José Maia Oliveira nasceu em Recife, em 1971

- O músico ajudou a fundar a banda recifense Nação Zumbi, no início da década de 1990

- Além de ser guitarrista da Nação, Maia também colaborou com três discos da banda Soulfly, fundada por Max Cavalera depois de sua saída do Sepultura

- Maia foi eleito pela Revista O Dilúvio o melhor guitarrista do Brasil por sete vezes consecutivas.

- É também autor das trilhas sonoras dos filmes Baile Perfumado (1997) e Amarelo Manga (2003)

Opinião

Coerência apesar da variedade

Orgânico ou eletrônico? Samba ou hip hop? Du ou rock? As indagações ainda persistem depois de quase dez voltas dadas no novo disco de Lúcio Maia. A colagem é coerente, entretanto, e fazem de Mundialmente Anônimo... um considerável passo adiante se o compararmos com seu disco-solo anterior e um bom exemplo do que pode(ria) ser chamado de manguebeat nos dias de hoje.

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  • Banda Nação Zumbi: membros e ex-membros, como Otto e Lúcio Maia, lançam trabalhos-solo consagradores

Se a Nação Zumbi sobreviveu mesmo depois da morte do cabeça Chico Science, em 1997, seus membros e ex-membros também continuam por aí, pregando o legado deixado pelo manguebeat, gênero que teve na banda pernambucana sua melhor exemplificação. Depois do lançamento do arrebatador Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos (2009), de Otto, ex-percussionista da banda, agora é o guitarrista Lúcio Maia quem tira uma carta da manga com Mundialmente Anônimo – O Magnético Sangramento da Existência (independente), segundo disco do Maquinado, seu projeto-solo. A ideia surgiu logo depois da finalização da trilha sonora do filme Amarelo Manga (2003), dirigido pelo também pernambucano Cláudio Assis. As músicas foram compostas em parceria com Jorge Du Peixe – atual vocalista da Nação Zumbi. Foram cerca de 30 músicas finalizadas, e muitas delas fizeram parte de Homem Binário (2007), seu primeiro voo-solo. Apontado como um dos melhores guitarristas em atividade no Brasil, Lúcio Maia convidou uma dupla que ajuda a definir a sonoridade do novo trabalho: o guitarrista e compositor Regis Damasceno – Cidadão Instigado – e o trompetista e programador Guilherme Mendonça, o Guizado. A união dos três catalisou parte da ótima cena independente no Brasil. Pois enquanto banda cearense Cidadão Instigado, que já tinha emplacado seu rock estranhão com O Método Tufo da Experiência (2005), e lançou em 2009 o ótimo UHUUU!, Guizado ainda colhe elogios com Punx (2008), presente em listas dos melhores de 2008 e que vai de Miles Davis ao ABC paulista em apenas alguns sopros.

O trompetista conversou com a Gazeta do Povo para contar a experiência em gravar com Lúcio Maia, – o músico pernambucano não atendeu às ligações da reportagem.

"Eu costumava ir na casa do Lúcio e ficávamos tocando livremente, improvisando, imaginando ideias. Desde sempre tudo aconteceu muito naturalmente", diz o músico.

Apesar de pertencer a um nicho musical particular – que encontra ecos em artistas como Rômulo Fróes, Lucas Santanna e Stela Campos –, Guizado diz ter sempre gostado "dessa turma lá de cima". Seu primeiro contato, de fato, deu-se com Jorge Du Peixe, que convidou o paulista para a gravação de Fome de Tudo, disco de 2007 da Nação Zumbi.

"Ficamos mais próximos, comecei a tocar com eles nessa época e depois de um tempo com o Los Sebosos Postizos [projeto paralelo em que participam integrantes das bandas Mundo Livre S/A e Nação Zumbi]. Aí estabelecemos algo definitivo", completa o trompetista. E assim o caranguejo sobrevive.

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