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Música

Lúcio Maia e sua máquina anônima que sangra e ressoa

Guitarrista na banda Nação Zumbi lança segundo álbum-solo com parceiros escolhidos a dedo

  • Cristiano Castilho
Lúcio Maia: músico é considerado um dos melhores guitarristas brasileiros da atualidade |
Lúcio Maia: músico é considerado um dos melhores guitarristas brasileiros da atualidade
 
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Lúcio Maia e sua máquina anônima que sangra e ressoa

Se a Nação Zumbi sobreviveu mesmo depois da morte do cabeça Chico Science, em 1997, seus membros e ex-membros também continuam por aí, pregando o legado deixado pelo manguebeat, gênero que teve na banda pernambucana sua melhor exemplificação. Depois do lançamento do arrebatador Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos (2009), de Otto, ex-percussionista da banda, agora é o guitarrista Lúcio Maia quem tira uma carta da manga com Mundialmente Anônimo – O Magnético Sangramento da Existência (independente), segundo disco do Maquinado, seu projeto-solo. A ideia surgiu logo depois da finalização da trilha sonora do filme Amarelo Manga (2003), dirigido pelo também pernambucano Cláudio Assis. As músicas foram compostas em parceria com Jorge Du Peixe – atual vocalista da Nação Zumbi. Foram cerca de 30 músicas finalizadas, e muitas delas fizeram parte de Homem Binário (2007), seu primeiro voo-solo. Apontado como um dos melhores guitarristas em atividade no Brasil, Lúcio Maia convidou uma dupla que ajuda a definir a sonoridade do novo trabalho: o guitarrista e compositor Regis Damasceno – Cidadão Instigado – e o trompetista e programador Guilherme Mendonça, o Guizado. A união dos três catalisou parte da ótima cena independente no Brasil. Pois enquanto banda cearense Cidadão Instigado, que já tinha emplacado seu rock estranhão com O Método Tufo da Experiência (2005), e lançou em 2009 o ótimo UHUUU!, Guizado ainda colhe elogios com Punx (2008), presente em listas dos melhores de 2008 e que vai de Miles Davis ao ABC paulista em apenas alguns sopros.

O trompetista conversou com a Gazeta do Povo para contar a experiência em gravar com Lúcio Maia, – o músico pernambucano não atendeu às ligações da reportagem.

“Eu costumava ir na casa do Lúcio e ficávamos tocando livremente, improvisando, imaginando ideias. Desde sempre tudo aconteceu muito naturalmente”, diz o músico.

Apesar de pertencer a um nicho musical particular – que encontra ecos em artistas como Rômulo Fróes, Lucas Santanna e Stela Campos –, Guizado diz ter sempre gostado “dessa turma lá de cima”. Seu primeiro contato, de fato, deu-se com Jorge Du Peixe, que convidou o paulista para a gravação de Fome de Tudo, disco de 2007 da Nação Zumbi.

“Ficamos mais próximos, comecei a tocar com eles nessa época e depois de um tempo com o Los Sebosos Postizos [projeto paralelo em que participam integrantes das bandas Mundo Livre S/A e Nação Zumbi]. Aí estabelecemos algo definitivo”, completa o trompetista. E assim o caranguejo sobrevive.

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