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Mais discípulos, 151 anos depois

Semana que marca nascimento de Alfredo Andersen tem exposição de releituras de sua obra e reunião de retratos

  • Helena Carnieri
Francis Rodrigues e Leila Valebona criaram trabalhos (à esquerda e à direita, respectivamente) inspirados na obra de Andersen, especialmente no uso de cores e luzes que o norueguês acrescentou à sua obra ao chegar ao Brasil |
Francis Rodrigues e Leila Valebona criaram trabalhos (à esquerda e à direita, respectivamente) inspirados na obra de Andersen, especialmente no uso de cores e luzes que o norueguês acrescentou à sua obra ao chegar ao Brasil
 
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Mais discípulos, 151 anos depois

As luzes brasileiras que cativaram Alfredo Andersen (1860-1935) e marcaram a obra do “pai da pintura paranaense”, radicado em Paranaguá e depois Curitiba, vêm influenciando artistas ao longo das gerações. Neste ano, um grupo deles se reuniu para falar sobre esse legado e levá-lo a novos limites, culminando em uma exposição que abre hoje, dia em que se comemora os 151 anos do nascimento do artista (Veja o serviço completo da exposição no Guia Gazeta do Povo).

Francis Rodrigues, Leila Valebona, Marise Hauser e Miriam Fischer foram convidados a estudar a obra do norueguês durante sete meses e produzir obras que fizessem uma releitura de seu trabalho, com coordenação de Lilian Gassen. O resultado está na mostra Imersão na Cor, que será inaugurada hoje no museu que leva o nome de Andersen (Rua Mateus Leme, 336).

Em cerca de 30 telas, o grupo parte de suas poéticas pessoais para então submergir no uso de cores do artista em paisagens (sobre os retratos do pintor, leia ao lado) – e voltar à tona com um amadurecimento em seus estilos de criar.

“Na faculdade tive uma crise e fui ao museu Alfredo Andersen. Ele abriu minha mente para a pintura”, conta Francis Rodrigues, que destaca as qualidades do norueguês para criar ilusões com o uso das tintas.

Mesmo tendo uma bagagem anterior, os quatro artistas relatam ter absorvido no processo fortes influências do uso de cores de Andersen. “É impressionante como ela é harmônica em todos os trabalhos dele. No meu caso, eu já tinha muitos cinzas cromáticos, que agora se transformaram em cores acinzentadas”, explica Marise Hauer.

O aprimoramento era inevitável, como conta Leila Valebona, que já não se considera mais a mesma artista depois do processo de imersão. “Me debrucei sobre a cor mais do que nunca. Você começa a dominar mais esse tratamento para extrair o máximo de potencial das relações cromáticas. Foi como participar de um curso”, relembra.

“Tivemos permissão de acesso ao acervo técnico do museu, discutimos os trabalhos de Andersen um por um e fizemos estudos cromáticos a fim de entender melhor a maneira como ele trabalhava a cor”, conta Miriam Fischer. Para os artistas, além do bom resultado que culmina agora na exposição, foi ótima a convivência uns com os outros. As conversas eram feitas semanalmente, cada vez no ateliê de um deles.

Serviço

Semana Andersen. Museu Alfredo Andersen (R. Mateus Leme, 336), (41) 3323-5139. Abertura hoje. 3ª a 6ª, das 9h às 18h. Sáb., dom. e fer. Das 10h às 16h. Exposições Imersão na Cor (até 5 de fevereiro) e Andersen Retratista (até 15 de janeiro).

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