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A poucos dias de estrear "Desejo proibido", mais uma novela sua como diretor, Marcos Paulo sabe que tem um desafio pela frente: recuperar o ibope das 18h. Desta vez, ele não vai acumular as funções de ator e diretor. Muito cansativo, diz. Nesta entrevista, ele fala um pouco sobre como é seu trabalho.

Foi difícil escalar "Desejo proibido"?

Por incrível que pareça foi facílimo. Não tivemos nenhum refugo, todos queriam trabalhar nela. Para não dizer que não, só um ator disse que não faria, porque o personagem não se encaixava. E ele tinha razão, foi uma escalação errada e mudamos o ator. Dei muita sorte, isso é muito raro de acontecer. Geralmente alguns recusam por causa de outros compromissos.

Além da parte gerencial do núcleo, você tem dirigido cenas?

Tenho. Fico no estúdio quatro, cinco dias na semana. Esta novela está me dando tanto prazer que não vou largar o osso. Vou ser igual ao Renan Calheiros, não vou largar.

Desta vez você não vai aliar o trabalho de ator com o de diretor. Por quê?

Em "Começar de novo" (2004), eu era ator e diretor de núcleo. Quase fiquei louco. Gravava de segunda a quinta-feira. Reservava a sexta-feira para organizar o núcleo. No sábado, eu lia o bloco de seis capítulos que chegavam e, no domingo, eu selecionava as minhas cenas. Não havia hora sobrando para mim, a não ser bem cedo, quando eu fazia ginástica. Que, para mim, é sagrada. Agora aprendi, não dá para ter as duas funções ao mesmo tempo.

O que você prefe: atuar ou dirigir?

Difícil dizer. Quando estou dirigindo um grande ator, aprendo a arte de atuar com ele. Quando estou sendo dirigido por um grande diretor, aprendo a arte de dirigir com ele. Em "Páginas da vida", por exemplo, em que eu só atuava, aprendi demais como diretor com o Jayminho (Jayme Monjardim). Foi ótimo, nós nos damos super bem.

E não é estranho ser dirigido por alguém mais novo e inexperiente do que você?

Pelo contrário, é ótimo. Uma pessoa com idéias novas, cabeça fresca. É sempre bom, e a troca é enorme.

Nessas horas, não dá vontade de dar opinião na direção alheia?

Não. Quando estou trabalhando como ator, eu foco nisso. Não fico pensando na direção. A não ser que eu veja algo muito errado, que vá prejudicar a carreira daquele diretor. Aí posso até dar um toque. Mas não é o que acontece. Consigo fazer essa transposição numa boa, sou humilde como ator. Eu sei que a última palavra é sempre do diretor.

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