Exposição
Veja esta e outras mostras no Guia Gazeta do Povo.
Workshop
Percursos da Imagem Autoral
Juan Esteves. Centro Europeu (R. Brigadeiro Franco, 1.700), (41) 3222-6669. Dia 10, das 9 às 18 horas, e leitura de portfólio nos dias 10 e 11, com horário a combinar. R$ 600 (ex-alunos do Centro Europeu pagam R$ 550) incluindo a leitura de portfólio.
Um dos mais importantes e influentes fotógrafos brasileiros, o paulista Juan Esteves volta a expor em Curitiba. A mostra Estruturas Improváveis será inaugurada na sexta-feira, 9, às 19h30, no Centro Europeu (veja o serviço completo no Guia Gazeta do Povo). A exposição reúne 23 imagens inéditas em preto e branco, nas quais o fotógrafo trabalha com a arquitetura das grandes cidades. O resultado são abstrações geométricas carregadas de tonalidades e transparências, que recriam as formas arquiteturais em uma releitura gráfica. A abertura terá visita guiada por Esteves. O fotógrafo também ministra um workshop no Centro Europeu no fim de semana, que inclui leitura de portfólio. Esteves falou com a Gazeta do Povo:
Nas suas séries de retratos a contraluz lateral fica evidente. Por que esta opção? Podemos dizer que há uma fascinação pelo corpo em seus trabalhos?
Como retratista, o corpo é algo muito tangível, em sua completude ou em detalhes. Também tenho uma produção de nus autorais. Mas eu diria que, essencialmente, meus retratos trabalham mais a expressão do retratado do que o gestual.
Quais são suas influências fotográficas?
Minhas influências vêm da arte. Sou muito influenciado pelas luzes do chamado século de ouro espanhol. Velázquez, Ribera, esse chiaro-oscuro [claro-escuro em espanhol] deles, é nítido nos meus retratos. Na fotografia, meu primeiro impacto foi Cartier-Bresson e os grandes retratistas: Richard Avedon, Arnold Newman, Yousuff Karsh e Hans Namuth. No Brasil, e na essência do meu aprendizado, estão Otto Stupakoff, Carlos Freire, Alécio de Andrade e Carlos Moreira.
Como surgiu o interesse pela fotografia?
Sou neto de arquiteto e de artista plástica. A fotografia é bem intrínseca na família, seja profissionalmente, seja como memorabilia. Mas comecei mesmo através da pintura, participando de salões de arte jovem em Santos, minha cidade natal. Em um momento percebi que teria limitações na minha expressão por conta de técnica artística, e me voltei para a fotografia, pois conseguia realizar o que buscava. Mais especificamente em relação aos retratos. Meu avô paterno é da Galícia, de Goyan, e trouxe com ele, no início do século, um jovem pintor filho de amigos. Nossa casa sempre foi repleta de retratos feitos por ele. Uma forte influência. Profissionalmente, ingressei no fotojornalismo, depois no documentarismo.
Está trabalhando em algum projeto no momento?
Trabalho em vários projetos atualmente. Estou relançando o livro Capital, São Paulo e Seu Patrimônio Arquitetônico, que foi publicado em 2010, e será reimpresso agora pela Secretaria de Cultura de São Paulo. É um longo trabalho sobre a arquitetura histórica do centro paulistano. Trabalho também em uma espécie de segundo volume deste livro, com outras imagens, que terá outro nome. Já está quase completo. Esses livros têm uma peculiaridade marcante. Os edifícios históricos do final do século 19 e do início do século 20 são totalmente desprovidos de coisas atuais, como aparelhos de ar condicionado, fios, canos, placas, etc., que possam desconfigurá-los em sua originalidade. É um trabalho muito complexo, envolvendo horas no computador com softwares de imagem. Por isso, a primeira edição de Capital... se esgotou muito cedo. O segundo livro será na mesma linha, uma coisa muito demorada, horas de tratamento de imagens feito por mim. Trabalho em uma publicação que chamo de Bressonianas, outra vertente do meu trabalho, um livro pequeno, com imagens desse perfil, sob forte influência de Cartier-Bresson, que venho fazendo há 30 anos, ao redor do mundo. É um livro de paisagens panorâmicas feitas em diferentes países.
Quantas fotos fazem parte da exposição em Curitiba? Onde elas já foram expostas?
São 23 imagens trabalhadas especialmente para essa exposição. Todas inéditas nas galerias. Curitiba é uma cidade querida para mim. Em 2000, fiz uma exposição no Memorial de Curitiba, com meu primeiro livro, 55 Portraits. Depois voltei em 2006, para uma exposição no Solar do Barão, com a mostra Presença, do meu livro homônimo. Retratos de grandes artistas plásticos do Brasil. Estou trabalhando com o MON para uma mostra de retratos em 2014 ou 2015, e algumas imagens da arquitetura clássica do livro Capital... foram adicionadas ao acervo do museu. Tenho também imagens minhas no acervo do Museu de Fotografia Cidade de Curitiba, que foram adquiridas no tempo das Bienais de Fotografia, criadas por Orlando Azevedo.
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