O ex-ator e lutador de luta livre Mario Marino, conhecido como Ted Boy Marino, morreu no início da noite desta quinta-feira (27), após uma cirurgia de emergência de trombose, no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, na Zona Sul.
Aos 72 anos, após cerca de 9 horas de operação, Ted não resistiu a uma parada cardíaca e faleceu. A informação foi confirmada pela família e pelo hospital.
Segundo um de seus filhos, Ted Marino, o ex-lutador já estava sendo submetido a sessões de hemodiálise há três anos, o que enfraqueceu seu organismo. No fim da tarde de quarta-feira, ao chegar de sua última sessão, Ted teria sentido uma dormência nas pernas e não sentia uma delas. Ao ser levado para o hospital, os médicos constataram que houve um entupimento das artérias. Ele foi submetido a uma cirurgia, mas não resistiu.
"Ele era um cara muito debochado, estava feliz até seus últimos dias. Enfrentava a vida da melhor forma possível", afirmou o filho.
Ted Boy Marino será velado nesta sexta-feira, a partir das 9h, no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio.
Entrevista
Em uma de suas últimas entrevistas concedida em agosto deste ano, à Tribuna do Paraná Ted Boy Marino relembrou dos tempos em que trabalhava com "Os Trapalhões", antes mesmo de a Rede Globo ter "comprado" o programa. "Todas as brigas que tinham, era eu quem preparava o cenário. Eram lutas de fantasia, com golpes pro pessoal não se machucar", disse.
O ex-lutador também demonstrou orgulho, ao mencionar que era comparado aos ídolos do esporte Pelé e Éder Jofre. Marino também resgatou um pouco do sucesso que o telecatch tinha no Brasil. "Ainda era uma época de TV em preto e branco e havia poucos aparelhos. Então o pessoal ia atrás de onde tinha uma TV. Alguns prefeitos colocam um televisor nas praças só pro pessoal assistir", contou.
Com STF politizado, fugas de réus da direita se tornam mais frequentes
Estatais batem recorde na Lei Rouanet enquanto contas públicas fecham no vermelho
ONGs relatam mais de 100 mortos sob repressão do regime do Irã, que ameaça EUA
Trump sugere que Cuba faça acordo com EUA “antes que seja tarde demais”