O artista plástico Franz Weissmann morreu, por volta das 13h30m desta segunda-feira, de complicações derivadas de uma pneumonia. Weissmann estava em casa, em Ipanema, Rio de Janeiro e tinha 93 anos.

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Nascido em 1911 na Áustria, Weissmann emigrou para o Brasil em 1924. Em 1939, iniciou estudos em artes e arquitetura na Escola de Belas Artes, no Rio. Em 1948, naturalizou-se brasileiro. No mesmo ano, fundou, com Guignard, a primeira escola de arte moderna, em Belo Horizonte, onde moraria.

Na escola, foi professor de Mary Vieira e Amílcar de Castro, com o qual, anos mais tarde, formaria o grupo neoconcreto. Em 1955 aderiu ao Grupo Frente, no Rio de Janeiro. Em 1959, foi um dos signatários do Manifesto Neoconcreto, tornando-se um dos seus representantes mais notáveis.

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Na década de 1960, na Europa, adotou uma nova abordagem, voltada para o expressionismo. No retorno ao Brasil, no entanto, retomou o construtivismo. Nos anos 70, passou a usar cores em suas esculturas, característica que o acompanhou até suas últimas criações.

Weissmann havia sofrido um ataque cardíaco em março, o que o obrigou a fazer um cateterismo. O corpo será cremado nesta terça-feira.