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O ator norte-americano John Travolta | Fred Dufour/AFP
O ator norte-americano John Travolta| Foto: Fred Dufour/AFP

Show

Mirabai Ceiba

Canal da Música (R. Júlio Perneta, 695), (41) 3331-7500. Hoje, às 20 horas. Ingressos a R$ 100 (plateia e 1º balcão) e R$ 50 (meia-entrada), R$ 60 (2º balcão) e R$ 30 (meia-entrada). Classificação indicativa: livre.

Há quem chame de "new world music" ou "música inspiracional" o trabalho do duo Mirabai Ceiba, que se apresenta hoje, às 20 horas, no Canal da Música, com abertura do grupo curitibano Shabad.

Para o violonista alemão Markus Sieber e para a harpista norte-americana Angelika Baumach, no entanto, as denominações que suas músicas ganham importam tão pouco quanto no momento de suas composições.

"É completamente intuitivo. Não pensamos em um estilo de melodia ou ritmo específico. Fazemos o que a intuição indica", diz Sieber, em entrevista por Skype para a Gazeta do Povo.

Mais que um conceito de liberdade estética, o trabalho do duo está ligado com a filosofia espiritualista do casal, que combina mantras da tradição da ioga kundalini com poemas de sábios como Rumi e Khalil Gibran.

"O mantra toca a parte espiritual, a conexão com o universo. A música, com as letras e palavras, toca a parte humana", explica Angelika, que é iogue desde criança, por influência dos pais.

A cantora já tocava harpa e violão quando conheceu Sieber, que era ator na Ale­­manha, e também cantava e tocava violão. O duo se apresentou em Curitiba em novembro do ano passado, e conta novamente com a participação do percussionista mexicano Francisco Valdez.

As referências culturais de cada um se insinuam na sonoridade do Mirabai Ceiba, que acaba de lançar seu sexto CD, Between the Shores of Our Souls.

"O disco foi descrito como um misto do coração latino com a música europeia", explica Sieber, que se diz apaixonado pelo cultuado grupo português Madredeus e pela música do norte da Europa – "uma música melancólica e introspectiva", diz.

Angélika, criada no Mé­­xico, traz o componente indígena e alguma influência celta materializada pela harpa. "O estilo da música é um reflexo da globalização do planeta", resume Sieber.

O novo CD provavelmente será ouvido em sessões de ioga ao redor do mundo (este é o principal público da dupla).

Mas o Mirabai Ceiba diz que o alcance da música que faz não é con­­dicionado pelas crenças de cada um.

"Nós tocamos em muitos lugares, inclusive com muita gente que não tem nenhum tipo de busca", diz Sieber. "São canções como o rock ou pop, mas com o fim espiritual."

Para Angelika, é justamente o ritmo acelerado da vida con­­temporânea o que vem es­­timulando a procura das pes­­soas por novas práticas. "Nossa música encontra um espaço para atuar nas pessoas, é uma linguagem universal. Não vem de uma religião ou um lugar específico. Depende da cone­­xão que a música produz. Cada um chega com seus problemas, e, no show, um espaço se abre, são todos apenas um."

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