O Dia Nacional do Livro é comemorado nesta quinta-feira, 29 de outubro. A data é uma homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do Brasil, em 1810. Sabemos que o Brasil não é lá um país de leitores (a média de livros lidos por ano, por habitante, gira em torno de 4, incluindo aí a Bíblia e livros didáticos).
Mesmo assim, eventos diversos, como o que proporcionou a Biblioteca Pública do Paraná, celebram a data. Aqui na redação, fizemos uma pequena investigação sobre o que cada integrante da equipe do Caderno G está lendo. A lista vai de um romance psicodélico colombiano a uma obra sobre teatro pós-dramático. Veja a lista abaixo e conte também: o que você lê?
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Braian Boguszewski: “Vigiar e Punir”, de Michel Foucault
Estudo sobre a evolução histórica da legislação penal e métodos coercitivos e punitivos, adotados pelo poder público na repressão da delinquência. “Estou sofrendo”, admite Braian. Mas é Foucalt, né.
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Cristiano Castilho: “Viva a Música”, de Andrés Caicedo
Um caleidoscópio musical alucinante, embebido em salsa, rumba e LSD, que faz um retrato beat da Colômbia urbana. “Ler Caicedo dá vontade de dançar”, admite o jornalista.
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Helena Carnieri: “O Teatro Pós-Dramático”, de Hans-Thies Lehmann.
Mapeia procedimentos e estilos de diversas modalidades cênicas sob o inovador conceito de “teatro pós-dramático”, que abrange múltiplas e heterogêneas obras encenadas entre os anos 1970 e 1990. “É fundamental para entender o teatro contemporâneo. Alia exemplos e críticas à teoria”, conta a repórter.
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Irinêo Baptista Netto: “The Last Love Song”, de Tracy Daugherty
Biografia da jornalista Joan Didion, autora de oito livros de não ficção, entre eles “O Ano do Pensamento Mágico”. “Didion me ensinou a pensar”, diz Netto.
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Lana Carvalho: “A Menina Quebrada”, de Eliane Brum.
Coletânea de textos que a repórter escreveu para o site da revista Época. É um olhar original sobre o Brasil, o mundo e a vida. “Ela escreve de maneira muito humana”, diz Lana.
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Lúcio Barbeiro: “A Cauda Longa”, de Chris Anderson.
O editor-chefe da revista Wired explorou pela primeira vez o fenômeno da “cauda longa” em um artigo que se tornou um dos mais influentes ensaios sobre negócios de nosso tempo. “Importante para entender a mudança de comportamento que tivemos após a consolidação da internet”, explica Lúcio.
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Rafael Rodrigues Costa: “Zulu”, de Caryl Férei
Romance policial que se passa na África do Sul, é repleto de personagens atormentados, cenas de ação, reviravoltas, e um punhado de pequenos e grandes mistérios. “Descreve a organização social da África do Sul, é importante também por isso”, destaca Rafael.
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Rico Boschi: “A Sangue Frio”, de Truman Capote
Clássico da não ficção, o livro praticamente inventou o jornalismo literário. É a história (muito bem contada) sobre um crime hediondo ocorrido em uma cidadezinha norte-americana. “A forma como ele conta a notícia, a maneira como nos faz compreender a personalidade dos criminosos. É bom por isso. E não estou lendo por causa do último G Ideias, já tinha começado antes”, jura Rico.
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