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Para o cantor, sua antiga banda, que deixou em 1983, hoje não passa de uma marca comercial | Divulgação
Para o cantor, sua antiga banda, que deixou em 1983, hoje não passa de uma marca comercial| Foto: Divulgação

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Roger Hodgson

Teatro Positivo – Grande Auditório (R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300), (41) 3317-3283. Dia 17 às 21 horas. R$ 386 e $ 196 (meia-entrada). Assinantes da Gazeta do Povo têm desconto de 50% na compra de até dois ingressos. Sujeito à lotação. Classificação indicativa: 12 anos.

Já se passaram mais de 30 anos desde que Roger Hodgson deixou o Supertramp e saiu em carreira solo. É uma separação irrevogável, ele garante. Mas sua figura segue inseparável do nome da banda inglesa, conforme anuncia a chamada da apresentação que o músico faz em Curitiba na próxima sexta-feira (17), no Teatro Positivo: "A lendária voz do Supertramp".

Para o cantor, a identificação não é um problema. "Para te dizer a verdade, o Supertramp, para mim, não é mais o Supertramp. É só uma marca comercial de propriedade de Rick Davies", dispara Hodgson, em entrevista por telefone para a Gazeta do Povo. O cantor não se furta de questionar a atuação de sua antiga banda atualmente e diz que os fãs que vão às suas apresentações até lamentam o fato de não tê-lo mais à frente do grupo, que foi um dos mais populares nomes britânicos dos anos 1970 e 1980, inclusive no Brasil. O show, no entanto, os convence de que isso é apenas um detalhe. "Há muito carinho pelo nome Supertramp, mas o que as pessoas realmente amam são as músicas, o sentimento, o espírito. E elas sentem isso quando eu canto as canções, porque eu era o principal vocalista, o principal compositor e o principal arranjador. E tenho uma banda excelente que faze justiça às músicas. As pessoas sentem que o verdadeiro espírito do Supertramp está nos meus shows", diz Hodgson, que volta ao Brasil acompanhado por David J. Carpenter (baixo e vocal), Bryan Head (bateria), Aaron Macdonald (saxofone, teclados, harmônica, escaleta, e vocal), e Kevin Adamson (teclados e vocal).

Os grandes sucessos do grupo conhecidos na voz do ex-vocalista, portanto, não ficarão de fora: "The Logical Song", "Give a Little Bit", "Dreamer", "Breakfast in America", "Take the Long Way Home", "It’s Raining Again", "School", "Fool’s Overture".

"E também haverá surpresas. Será a primeira vez que levarei minha guitarra. As pessoas poderão me ouvir tocando guitarra e tocando ‘You Make Me Love You’, que foi popular no Brasil, e ‘Had a Dream’", conta o músico, que diz ter uma relação especial com o país.

"Sempre me lembro do sentimento das plateias, a paixão, a abertura, a prontidão para dar resposta. Sou inglês e vivo na América, mas ir ao Brasil é como receber um sopro de ar fresco", elogia.

Hodgson diz que há um interesse crescente pelas canções que gravou com o Supertramp no mundo todo, ainda que elas nunca tenham deixado de tocar no rádio. "Quanto mais o tempo passa, mais as pessoas percebem quão especiais elas são. Porque, pra ser sincero, vivemos em uma época em que a música ficou superficial, em termos de letra e até de melodia", avalia o cantor, para quem a falta de investimento nos artistas por parte das gravadoras é uma das razões para a música pop de hoje ter menor importância artística.

"Eu realmente entreguei minha alma através das minhas canções. Muitos dos questionamentos que eu fiz por meio delas são questionamentos que as pessoas têm hoje, sejam jovens ou velhas. Elas ainda se identificam com as letras e acredito que as melodias são atemporais", diz Hodgson. "Eu as canto todas as noites. E não me canso de cantá-las."

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