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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aplaudiu nesta terça-feira a decisão da Sony de autorizar a projeção em cinemas independentes do filme "A Entrevista", uma comédia que satiriza o líder norte-coreano Kim Jong-un e que teria motivado um ataque cibernético à empresa.

"Como o presidente deixou claro, somos um país que acredita na liberdade de expressão e no direito de expressão artística", declarou um porta-voz da Casa Branca, Eric Schultz.

A estreia do filme nos Estados Unidos, previsto para 25 de dezembro, foi suspensa depois que a Sony sofreu um ataque cibernético, que o governo de Obama atribui a Coreia do Norte, e o grupo de hackers ameaçou causar pânico nas salas de cinema que o projetassem.

O porta-voz assegurou que "o presidente aplaude a decisão de Sony de autorizar a projeção do filme", depois que cinemas independentes dos Estados Unidos anunciaram estar dispostos a exibir o filme.

"A decisão da Sony e dos cinemas participantes permite às pessoas tomar suas próprias decisões sobre o filme e damos as boas-vindas a esse resultado", acrescentou o porta-voz.

O presidente considerou na sexta-feira passada um "erro" que a Sony tenha decidido suspender a estreia, algo que incomodou o executivo-chefe da empresa, Michael Lynton, que responsabilizou os cinemas de não querer projetar o filme de maneira preventiva e não deixar-lhes outra opção.

A empresa tinha manifestado sua intenção que o filme fosse exibido e estava cogitado opções como fazê-lo de forma digital, mas hoje os cinemas Plaza Theater de Atlanta e The Alamo Drafthouse de Dallas indicaram que exibirão filme no dia de Natal.

"Nunca desistimos de lançar 'A Entrevista' e estamos entusiasmados para que nosso filme chegue a vários cinemas no dia do Natal", afirmou o executivo-chefe de Sony Pictures, Michael Lynton, em comunicado.

Anteriormente, Tim League, fundador do Alamo Drafthouse, havia escrito no Twitter que "Sony autorizou a projeção de 'A Entrevista' no dia do Natal", e antecipou que porão as entradas à venda imediatamente.

No ataque cibernético, cometido no dia 24 de novembro, os hackers roubaram, entre outros dados, números de identificação fiscal e relatórios médicos de mais de três mil funcionários da Sony.

Além disso, os piratas, que se identificaram como "Guardiães da Paz", se apropriaram de cinco novos filmes da empresa, uma das gigantes da indústria cinematográfica de Hollywood, que vazaram na internet antes de seu lançamento oficial.

O ataque, aparentemente, aconteceu como protesto contra o filme "A Entrevista", e os Estados Unidos acusaram a Coreia do Norte pelo atentado cibernético.

De fato, o governo dos EUA iniciou um processo para avaliar se Coreia do Norte deveria de ser incluída de novo em sua "lista negra" de países patrocinadores de terrorismo, após o ataque à Sony Pictures.

O presidente americano, Barack Obama, disse no domingo passado que o ataque cibernético contra a Sony não foi um "ato de guerra", mas de "cibervandalismo" perante o que os Estados Unidos darão sua resposta.

A Coreia do Norte sofreu ontem um corte de sua conexão com a internet por razões ainda desconhecidas, dias após os Estados Unidos atribuírem a esse país o ataque informático.

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