| Foto: Gustavo Garrett/Divugação/Prime

O show da banda Os Paralamas do Sucesso em Curitiba deixou a sensação de que 30 anos passam rápido demais -- ou que três décadas é pouco tempo para o que é bom.

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Quem participou da apresentação no Teatro Positivo disse que experimentou um repeteco da própria vida.

>> Veja entrevista e trechos do show

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O show tem produção simples, com o grupo no palco e um telão. Mas a simplicidade para por aí. As imagens que passam ao fundo quando começa cada música são como um túnel do tempo.

O nome da música e o ano, em letras gigantes no meio das imagens antigas, remetem ao passado e permitem que cada um recupere memórias pessoais. Uma experiência particular e coletiva, que fica explícita nas expressões de "opa, não estou sozinho".

Nem todas as músicas do show dos 30 anos foram tocadas até o cansaço nas décadas de 80, 90 e ano 2000. Dessa forma, o show ainda garante breves novidades. Em alguns momentos, surge aquela sensação de nunca ter ouvido tal música, que logo se dissolve quando a batida se confirma familiar.

Três décadas foi o tempo necessário para que fãs que fazem coleção de CDs pudessem ver pela vez um show ao vivo. "É a primeira vez realmente. Sou fã dos Paralamas já há algum tempo e estava aguardando eles virem aqui para presenciar algum show", disse o administrador Nilton Paes. Reviver as memórias pessoais é inevitável, afirmou.

Mas Os Paralamas não terminam com a turnê atual. E segundo Herbert Viana (vocalista e guitarrista) não haverá mudança drástica. Ele não quis dar detalhes do novo trabalho em estudo. Foi humilde ao descrever o show em execução: "Esse é mais um show da gente, só que está sendo celebrado como um marco desses 30 anos."

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A banda se divertiu com a observação óbvia da imprensa de que os fãs esperam pelo menos mais 30 anos de sucesso. Na entrevista coletiva, em que participaram também Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria), o clima foi de serenidade e tranquilidade. Cada um demonstrou consciência de estar no lugar certo. Se não fossem os 30 anos, talvez a energia que antecede a abertura do palco encobrisse essa calma.

Para a fã da banda Melissa Fachi, o fato de o som dos Paralamas ser "bem diferente da moda do momento" é um ponto positivo. Ela fez questão de levar filhos e marido para "aprenderem a curtir música de verdade". "A animação é garantida" disse o piloto Mateus Bizinelli, do Rio de Janeiro, que estava em Curitiba e resolveu aproveitar. A música dos Paralamas é o "top do top", simplificou a psicopedagoga e dona de casa Andrea Faraco.

Nesta semana, o show é para os paulistas de Ribeirão Preto (dia 31). Em junho, a banda é dos mineiros (7, Belo Horizonte) e gaúchos (24, Porto Alegre).

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