Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...
Plateia é “preparada” para o espetáculo. | Divulgação
Plateia é “preparada” para o espetáculo.| Foto: Divulgação

A peça “Let’s Just Kiss and Say Goodbye” chocou muitos por sua proposta nada comum. Já na entrada do Teatro Bom Jesus, o público recebeu um texto escrito pela diretora da peça – uma forma de preparar o espectador para o que estava por vir. Brevemente, Elisa Ohtake contou que o espetáculo estudou a vizinhança com a morte e a dor, propondo aos atores que atuassem como se fosse a última peça da vida de cada um. Assim, eles apostam naquilo que é puramente vivo – o exagero, misturando o cômico com a real sensação de despedida.

A apresentação que estreou no Festival de Curitiba na segunda-feira (30), conta com a presença de um elenco reforçado. “Todos os atores têm um contexto político teatral bem forte em São Paulo. Todos são atores criadores, de quem eu poderia tirar essa vitalidade, que vem de cada um”, explica Elisa.

A atriz Georgette Fadel garante que abandonar o teatro seria pior do que morrer. “Tem a ver com essa sensação de morte, de aproveitar o máximo possível. Nesse caso, a necessidade de viver muito intensamente já com uma saudade imensa, a chave para expressar tudo no teatro como uma arena da vida. Então é uma despedida quase que trágica, uma sensação de que até o teatro que é um local de liberdade está sendo abandonado, ruindo”, diz Georgette.

Luah Guimarãez se surpreendeu com a receptividade positiva do público. “Foi forte, pois estamos um tempo sem fazer [a peça] e teve um sentido grande pra mim, por ser o Festival de Curitiba. Admiro o teatro que é feito aqui. O fato de eu acreditar e colocar pra mim que era minha última vez, foi me dando muita tristeza”, conta a atriz.

Uma experiência nova do teatro que foi além do esperado: permitiu ao público curitibano o testemunho de uma peça como o último suspiro.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]