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Proposta do NMEchá é aproximar novos públicos da música eletroacústica. | Reprodução
Proposta do NMEchá é aproximar novos públicos da música eletroacústica.| Foto: Reprodução

Um projeto que une degustação de chás a música eletroacústica é a próxima atração da série de performances experimentais “Artes Sonoras”, do Sesi Casa Heitor. O concerto acontece nesta quinta-feira (18), às 20 horas, e tem entrada franca (sujeita à lotação do espaço).

Oito obras eletroacústicas inéditas de diferentes compositores serão apresentadas ao público junto com os chás que as inspiraram (confira o registro de uma das edições abaixo).

A ideia surgiu quase de brincadeira, conforme conta o músico Tiago de Mello, diretor executivo e um dos fundadores do NME – um coletivo de fomento à música experimental criado em 2011, em São Paulo. A sigla é para “Nova Música Eletroacústica”.

Tiago de Mello: “coletivo NME surge nesse ambiente de uma democratização de acesso a uma música nova” Diuvulgação

“Estávamos discutindo o que poderíamos usar como tema enquanto tomávamos café da manhã, em uma padaria. Alguém falou que poderíamos fazer um negócio inspirado em chá. Achamos que seria uma boa, já que a sinestesia poderia atrair outras pessoas”, conta.

“A música eletroacústica muitas vezes mais afasta que atrai. Há a ideia de uma especificidade muito grande por parte do ouvinte. Conseguir trazer algo que o ouvinte já tem para dentro do concerto foi uma tentativa de tentar criar uma ferramenta de comunicação mais direta”, diz.

Mello conta que cada artista escolhe sua forma particular de relacionar a composição com o chá escolhido (a lista tem “erva-mate, catuaba, verbena com capim-limão, pitanga, folha de laranjeira, camomila e flor da trombeta”) e tem total liberdade para criar a obra, sem a preocupação de “simplificar” a música eletroacústica para não iniciados.

SERVIÇO

Artes Sonoras: O Som Pensado e Degustado – Edição 2: NMEchá#4 – Infusões da Nova Música Eletroacústica na Casa Heitor

Centro Cultural Sesi Heitor Stockler de França (Av. Mal. Floriano Peixoto, 458 – Centro), (41) 3322-2111. Dia 18, às 20 horas. Entrada franca. Sujeito à lotação. Mais informações no Guia.

“O NME surge nesse ambiente de uma democratização de acesso a uma música nova, em que NMEchá tem sido um ponto crucial. Mas procuramos dar espaço para as diferentes estéticas que surgem na música nova. Não tentamos ser algo homogeneizador de estética”, explica.

O concerto também marca o lançamento do álbum do NMEchá#4, que tem obras de Alessandro Santana, Daniel Puig, Daniel Quaranta, Felipe de Almeida Ribeiro, Guilherme Bertissolo, Lilian Nakao Nakahodo, Marcelo Ricardo Villena e Renata Roman. O CD custará R$ 35 e inclui um “Kit Imersão” com cada um dos chás.

Série

A série “Artes Sonoras”, do Centro Cultural Sesi Heitor Stockler de França, terá outras duas performances até o fim do ano: “Panquecas Fantasmáticas”, da artista plástica Raquel Stolf, em agosto; e um projeto inédito do coletivo curitibano Água Viva, em outubro (ambos com datas a definir).

O projeto é organizado por Lilian Nakao Nakahodo (curadora e uma das compositoras da quarta edição do NMEchá).

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