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A peça “Florescerro”, de Lucas Fiorindo | Ivan Amorin/Divulgação
A peça “Florescerro”, de Lucas Fiorindo| Foto: Ivan Amorin/Divulgação

Este é o quarto ano em que os núcleos de Dramaturgia e de Encenação do Sesi apresentam peças de seus alunos, que costumam aproveitar a oportunidade para experimentar de forma que nem sempre é possível na prática profissional.

Serão seis espetáculos, com sessão única entre os dias 1.º e 7 de dezembro. Além de uma peça por noite, haverá sempre um debate na sequência, com o crítico Valmir Santos (do site “Teatrojornal”), os orientadores de encenação do núcleo (Marcio Abreu, Georgette Fadel, Grace Passô e Diego Fortes), o orientador de dramaturgia (Mauricio Arruda Mendonça) e convidados.

Peças

Confira a programação da Mostra de Dramaturgia Sesi:

1º/12 –“Perpétuo”, de Daniele Cristyne. Encenação de Darlei Fernandes e debate com Valmir Santos, Marcio Abreu e Grace Passô

2/12 – “Florescerro”, de Gus Hermsdorff. Encenação de Lucas Fiorindo e debate com Valmir Santos, Léo Moita e Jean Carlos Sanchez

3/12 – “Vende-se uma Geladeira Azul”, de Rafael Cal. Encenação de Pedro Nercessian e debate com Valmir Santos

4/12 – “Ave Miss Lonelyhearts”, de Gustavo Marcasse. Encenação de Eduardo Ramos e debate com Valmir Santos e Mauricio Arruda Mendonça

5/12 – “Para Nunca Mais”, de Cristiano Nagel. Encenação Diego Davoli e debate com Valmir Santos e Diego Fortes

6/12 – “Meriene”, de Giovana Gregório. Encenação de Paulo Alexandre e debate com Valmir Santos, Hique Veiga e Grupo Puto

7/12 – “Aporia em SI#”, de Melanie Peter. Encenação de Fany Magalhães e debate com Valmir Santos e Georgette Fadel.

Entre as apresentações, um destaque promete ser “Ave Miss Lonelyhearts” (dia 4). A partir do texto de Gustavo Marcasse, o diretor Eduardo Ramos decidiu utilizar apenas ações físicas, provendo a chance de se observar a dramaturgia que vai além da fala em cena.

No espetáculo, as atrizes Fabiana Ferreira (ex-Cia do Abração), Luiza Barreto, Larissa Chepelski e Vivian Schmitz vivem mulheres cerceadas em busca de uma divindade a quem possam manifestar seus desejos. “É difícil definir, seria dança-teatro?”, questiona Diego Fortes.

Em “Meriene” (dia 6), Paulo Alexandre, de Irati, coloca em cena a atriz mirim Jéssika Oliveira, além dele próprio e de Alexandra Delgado. O texto de Giovana Gregório fala de uma menina que cria coisas em seu mundo, num escape em que a fantasia ajuda a suportar a realidade. A encenação investe em iluminação profissional e música.

Além de Ramos e Paulo Alexandre, Darlei Fernandes também acumula certa experiência em direção, e traz aquela que pode ser considerada a encenação mais linear e objetiva em “Perpétuo” (dia 1º).

Na experiência de Fany Magalhães (“Aporia em Si#”, dia 7, com texto de Melanie Peter), o cenário foi pensado para se encaixar em uma casa onde a peça será encenada após a mostra.

Mentores

Neste ano, a coordenação foi bastante coletiva e revezada, de forma que os mentores não acompanharam cada decisão dos encenadores. “Tudo pode acontecer”, brinca Fortes.

Outra mudança foi que os textos escolhidos deviam necessariamente sair de projetos do núcleo. “É importante, mas traz um desafio, porque não é simples o diálogo entre encenador e dramaturgo”, explica o coordenador Marcio Abreu.

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