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Rick Dale, do reality show Mestres da Restauração, do History Channel, esteve no Brasil | Reprodução / History Channel
Rick Dale, do reality show Mestres da Restauração, do History Channel, esteve no Brasil| Foto: Reprodução / History Channel

Rick Dale nunca atuou em filmes de ficção, não tem pinta de galã e passa o dia com ferramentas nas mãos. Entretanto, o norte-americano e protagonista do reality Mestres da Restauração do canal History, arrasta centenas de fãs aonde vai. "É estranho. Acho que o programa mostra pessoas normais, gente de todas as parte dos Estados Unidos vai à minha loja de Las Vegas, recebemos mil por dia. A Kelly, minha mulher, faz um tour pela loja. As pessoas só querem dizer oi, gostam do que fazemos no programa", conta o restaurador, que participou este mês de um encontro com admiradores, em São Paulo, causando alvoroço em um shopping.

Ele conta ter sido reconhecido ao desembarcar em Guarulhos. Entretanto, teve momentos de estrela ao participar de uma gravação no Vale do Anhangabaú. "Eles (fãs) queriam fotos e autógrafos. Alguns estavam chorando. Eu estava cercado por seguranças, mas gosto de dar um oi, tocar, tirar fotos. Porém, como o cronograma estava apertado, não dava tempo", lamenta.

No programa, Dale e sua equipe, que inclui toda a família, repara objetos antigos de todo tipo, como placas, aparelhos eletrônicos e até carros. Enquanto a quarta temporada, prevista para setembro, ainda não chega, a terceira está no ar todas as quartas, às 23 horas. Entre os clientes da loja de restauração, estão brasileiros, que gostam de negociar o preço. "Estou nesse negócio há muito anos, me acostumei com a barganha. Eles querem negociar, eu entendo."

Há cinco anos no ar, Rick Dale passa a jornada de trabalho cercado por uma equipe de TV, Para quem ficava o tempo todo sozinho em uma oficina, a novidade foi motivo de estranhamento. "No primeiro dia, ainda me lembro, eu não conseguia falar, me sentia desconfortável, pois havia microfones e câmeras. Demorou uma temporada para isso passar", relembra. Por causa da desconfiança, estabeleceu regras. "Nos primeiros episódios, mostraram a casa. Naquela época, eu tinha uma lojinha em casa. O único lugar por onde a câmera não passaria seria a piscina nem a parte de dentro de casa. Ainda precisamos de vida pessoal."

Segundo ele, o reality estreitou os laços familiares. "Agora, a família está bem unida, minha filha está no negócio, sobrinha, todo mundo. Eles têm uma ideia do que é o trabalho", comemora. Apesar da exposição, a vaidade ficou de lado. "Quantos anos eu pareço ter? Tenho 55. Eu malhava todos os dias, mas quando o programa começou, fiquei tão ocupado que parei de ir à academia. Eu me achava o cinquentão mais sexy de todos os tempos. Agora, veja como estou", disse ao Estado. Para marcar sua cara na TV, Dale usa sempre a mesma roupa. Ele revelou ter 101 camisas iguais à da foto acima.

Ter a loja conhecida internacionalmente fez os negócios do norte-americano prosperarem. "Nos anos 1990, eu tinha 15 homens trabalhando comigo. Consertava, em média, dez máquinas por semana. Agora, está 40 vezes maior, é insano. As pessoas vêm, compram itens que vendemos como souvenires. Além de mecânicos, tenho funcionários para vender os produtos", explica ainda.

O empresário aprendeu sozinho a consertar os objetos que restaura e afirma não ter concorrentes à altura. "Quando o programa entrou no ar, começamos a fazer coisas diferentes. Não há ninguém que faça de tudo. A cada dia, tento algo diferente. Queria que houvesse rival, pois competição é bom. Há caras que só restauram máquinas de refrigerante, outros só fazem máquinas de gasolina ou só carros. Não diversificam. Quanto mais projetos diferentes você faz, mais aprende. Isso facilita as coisas. Você fica mais criativo, faz sempre melhor novos projetos."

Quando a loja começou a fazer sucesso, Dale teve problemas ao restaurar antigas máquina de Coca-Cola. "Eles disseram que eu não poderia restaurar aquelas máquinas, pois, se alguém se machucasse, iria procurá-los. Eles viram o que fazemos e, agora restauramos coisas nos museus deles."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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