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Há uma qualidade em Rango que compensa qualquer defeito: os personagens | Divulgação
Há uma qualidade em Rango que compensa qualquer defeito: os personagens| Foto: Divulgação

Rango tem um enredo regular e, em alguma medida, previsível porque tudo se resolve rápido, perto do fim. Mas há uma qualidade na animação que compensa qualquer defeito: os personagens.

Quando a história começa, Rango ainda não se chama assim e é só um camaleão vivendo num aquário, tentando se distrair com aventuras imaginárias em que é o herói, o sujeito que pode fazer tudo. Fica claro que o réptil é, antes de qualquer coisa, um ótimo "ator".

Ele está num carro, em meio à bagagem, provavelmente fazendo parte da mudança de seu dono. Na estrada, um pequeno acidente faz com que o aquário caia do carro, espatifando-se no asfalto.

Perdido, o protagonista fala com criaturas estranhíssimas e impagáveis, a começar por um tatu velho de sotaque espanhol. Tentando dar um rumo para sua vida, ele sai em busca de uma cidade chamada Poeira, onde conhece as pessoas que vão mudar o seu destino.

Dublado por Johnny Depp na versão em inglês, o filme dirigido por Gore Verbinski (Piratas do Caribe) brinca com várias referências dos faroestes, como o vilarejo no meio do nada, o mau caráter que toma conta da cidade, a mocinha forte, de personalidade, que tenta sobreviver às dificuldades.

Numa cena em particular, Rango conhece um homem com os traços de Clint Eastwood e as roupas que este usava nos filmes de Sergio Leone (nos quais vive O Homem Sem Nome).

Clint é o Espírito do Oeste, usando um carrinho de golfe e colhendo objetos de metal no deserto. É um momento divertido e pode valer a sessão. GGG

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