Elton John e Donna Summer no happy hour. Beatles e Paralamas do Sucesso para acompanhar o jantar. Antes de dormir, uma boa dose de New Order e Gloria Estefan. É mais ou menos essa a rotina dos noveleiros que acompanham Boogie Oogie, Império e O Rebu. As tramas da Rede Globo têm chamado a atenção pela tendência de resgatar sucessos de décadas passadas como temas dos personagens. Um mix de Cartola, Fábio Jr., Nina Simone, David Bowie e até o nem tão antigo assim Silverchair aparecem nas trilhas.
Ao contrário da novela das seis, que passeia pelos anos 1970 e, por isso, precisa ambientar a história com canções típicas daquela década, Império e O Rebu são tramas contemporâneas que apostam em sons que marcaram gerações passadas. Para Nilson Xavier, autor do site Teledramaturgia e do Almanaque da Telenovela Brasileira, o objetivo é mexer com a memória afetiva.
"Isso não é de hoje, sempre houve regravações ou músicas antigas em novelas. Mas o que se percebe atualmente é que as novelas têm um número maior de músicas mais velhas."
Recordações
Coordenadora do curso de Música da Universidade Regional de Blumenau (Furb), Melita Bona destaca a força da música para despertar sensações e lembranças. "Vários estudos mostram que a função da música na sociedade atende a vários aspectos do ser humano, principalmente emocionais. Você dificilmente construiria um clima nas novelas sem a música. A trilha sonora tem o poder de construir um ambiente que acaba atiçando o imaginário junto ao visual."
Xavier destaca ainda a identificação que as músicas provocam: "Justamente por serem clássicos, é maior o apelo para cativar o público de todas as gerações, inclusive o mais jovem. Acredito que a Rede Globo continue seguindo por este caminho."
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