O grupo paulistano reúne influências do rock brasileiro de todas as épocas| Foto: Lucas Bori/Divulgação

Shows

Confira as informações deste e de outros shows no Guia da Gazeta do Povo.

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MC Rael mistura gêneros como MPB e afrobeat no novo disco
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Dois shows transformam o Teatro do Paiol em um caldeirão de gêneros neste fim de semana.

Na sexta-feira, a banda paulistana Vespas Mandarinas, formada por Chuck Hipolitho (guitarra e voz), Thadeu Mene­­ghini (guitarra e voz), André Dea (bateria) e Flavio Guarnieri (baixo), lança o disco de estreia, Animal Nacional, que traz canções inéditas, forjadas com influências diversas do rock brasileiro (veja o serviço completo do show no Guia Gazeta do Povo).

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No sábado, às 21 horas, e no domingo, às 19 horas, o MC Rael, acompanhado por banda, traz o show de seu também recém-lançado segundo álbum, Ainda Bem Que Eu Segui as Batidas do Meu Coração, que reafirma a ambivalência de gêneros do rapper (veja o serviço completo do show).

Rock brasileiro

Embora seja o primeiro disco da Vespas Mandarinas, Animal Nacional é resultado de uma trajetória já considerável do grupo, formado por músicos provenientes de outras formações. "Quando montamos a banda, não estávamos com pressa de fazer um álbum. Estávamos querendo desenvolver as composições, ter esse tempo de maturação", explica o vocalista Thadeu Meneghini. "Quatro anos foi o tempo para podermos fazer essa foto."

Com o ponto de partida nas letras, a Vespas Mandarinas se inspira no rock brasileiro de diversas épocas – da icônica geração dos anos 1980 aos dias de hoje –, passando por bandas como Skank e a curitibana Relespública.

A banda lançou, na semana passada, o primeiro clipe do novo disco – "Cobra de Vidro".

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Liberdade de ritmos

Lançado em março, o novo disco de Rael, Ainda Bem Que Eu Segui as Batidas do Meu Coração, tem participações especiais de nomes como Emicida, Mariana Aydar e Péricles – um índice da diversidade de gêneros que permeia seu trabalho desde a formação do grupo Pentágono. Por isso mesmo, o MC sentiu a necessidade de tirar o complemento "da Rima" de seu nome artístico.

"Meu nome ficava muito ligado só à rima", explica Rael. "Como comecei a tocar violão, cantar outras coisas, só ‘Rael’ ficou melhor. Me dá uma liberdade maior para explorar outros ritmos musicais", diz o músico, que deu roupagem de MPB à faixa "Semana" e afrobeat a "Caminho".

"A ideia do rap é ‘ritmo e poesia’. Então, o ritmo pode ser o que você quiser."