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Acampamento da Lava Jato em frente à Justiça Federal, no Ahú: Justiça proibiu que grupos acampem na cidade até a noite de quarta-feira (10). | Hugo Harada/
Gazeta do Povo
Acampamento da Lava Jato em frente à Justiça Federal, no Ahú: Justiça proibiu que grupos acampem na cidade até a noite de quarta-feira (10).| Foto: Hugo Harada/ Gazeta do Povo

O já conhecido acampamento pró-Lava Jato na praça em frente à Justiça Federal, em Curitiba, foi desmontado durante a madrugada desta segunda-feira (8). A iniciativa partiu do próprio grupo, que há mais de dois anos está no local, depois de ler a notícia de que a Justiça acatou o pedido da prefeitura de Curitiba para proibir acampamentos em ruas e praças da cidade. De acordo com os representantes do grupo, caso não tenha nenhum impedimento da Justiça, o acampamento deve voltar ao local depois do depoimento.

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O pedido da prefeitura é para evitar tumultos no dia em que o ex-presidente Lula virá à cidade para depor ao juiz Sergio Moro. Segundo Narli Rezende, uma das representantes do acampamento, foi a determinação da Justiça que motivou a decisão do grupo, que não precisou “nem ser notificado para desmontar o local”. 

Já do lado dos grupos pró-Lula, os acampamentos que supostamente serão instalados na cidade durante a terça-feira (9) estão mantidos. O grupo Frente Brasil Popular, principal organizador dos movimentos, em notas divulgadas pela página oficial no Facebook, repudiaram a decisão da Justiça e o pedido da prefeitura, e reafirmaram que manterão “todas as mobilizações, caravanas e atividades previstas na programação”.

Pedido de Moro

Mesmo com o pedido do juiz Sergio Moro para que os apoiadores da Lava Jato não se manifestem em frente ao prédio da Justiça Federal ou venham até Curitiba para mostrar apoio à operação durante a quarta-feira (10), grupos que apoiam a Lava Jato irão manter atos que estavam previstos na cidade. De acordo com Narli, os apoiadores respeitam e aceitam o conselho dado por Moro, mas muitos já estão na cidade e outros já estão com passagens compradas e hotéis reservados, por isso a mobilização será mantida. 

“São pessoas de Brasília, do estado do Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais que já estão em Curitiba ou mesmo no caminho para cá. Essas pessoas já gastaram o dinheiro e por isso vamos fazer uma mobilização”, explica Narli.

A representante do acampamento também destacou que as manifestações serão feitas somente no local que será determinado pela Polícia Militar e terão “um caráter pacífico, evitando qualquer encontro com os apoiadores do ex-presidente ou conflitos pela cidade”. Narli também informou que não há um número fechado de quantos apoiadores devem estar em Curitiba, já que todos estão vindo “por conta própria”, mas que cerca de 600 pessoas já teriam confirmado presença por mensagens ao grupo do acampamento. 

Já nos eventos espalhados pelas redes sociais, muitos apoiadores da Lava Jato comentaram que seguirão o conselho de Moro e não irão para Curitiba na quarta-feira. Grupos como o Revoltados Online e NasRuas, ambos apoiadores da operação, já cancelaram as caravanas e movimentos que estavam organizando na capital paranaense. Marcello Reis, o líder do Revoltados Online, em vídeo no YouTube, confirmou o cancelamento da participação, mas pediu que as pessoas se movimentassem em outras cidades, seja em “frente à Polícia Federal” ou “vestindo verde e amarelo”. Usando a página do Facebook, o NasRuas também afirmou seguir o conselho do juiz e não ir até Curitiba, mas também pediu para que as pessoas usassem as cores do Brasil. 

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