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Baleia Azul: Sesp confirma dois casos relacionados ao jogo no Paraná

 | Átila Alberti/Tribuna do Paraná
(Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná)

Após a onda de casos suspeitos de relação com o jogo Baleia Azul, dois casos foram confirmados no Paraná pela Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp) nesta quarta-feira (19). Dois adolescentes – um de Curitiba e um de Pato Branco – participavam do desafio. Outros seis casos seguem sendo investigados pela polícia na capital paranaense e outro foi descartado – nesse ficou comprovado que não havia relação com o jogo.

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No de caso de Curitiba, profissionais da escola do menino, no Pinheirinho, perceberam mudança de comportamento e encaminharam o caso para o Conselho Tutelar. Segundo informações da Sesp, ele estava buscando entre os colegas um ou mais voluntários para registrar o seu suicídio em vídeo. Ele foi atendido na UPA e medicado. Não foram repassadas informações sobre o estado de saúde dele.

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Apesar de os casos suspeitos terem surgido em Curitiba praticamente ao mesmo tempo e estarem concentrados na região Sul da cidade, a Sesp afirma que ainda é cedo para dizer se existe relação entre eles.

Com relação à situação de Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, a mãe do adolescente encontrou conversas dele no celular sobre as etapas do Baleia Azul e foi até a delegacia. O jovem não chegou a se machucar.

Força-tarefa

Ao confirmar os casos, a Sesp reafirmou que o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber) e o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) atuam juntos em uma força-tarefa para investigar os casos e tentar localizar os chamados “curados”, responsáveis por passar as tarefas aos participantes do jogo.

Conforme o secretário de Segurança Pública do estado, Wagner Mesquita, se forem identificados, os suspeitos serão indiciados por crime de incitação ao suicídio, previsto no artigo 122 do Código Penal. A pena seria reclusão de 1 a 3 anos se houver tentativa de suicídio e de 2 a 6 anos, caso o resultado seja a morte da vítima. Há agravante se a vítima for menor de idade.

Se os envolvidos forem menores de idades, eles suspeitos de ter cometido ato infracional e deverão ser julgados em uma vara de Infância e Juventude, estando sujeitos a ações socioeducativas.

Para contribuir com o trabalho da força-tarefa, o secretário pede aos pais que identificarem uma situação suspeita em casa para procurarem uma unidade da Polícia Civil e preservarem os celulares e computadores dos adolescentes, para que eles possam ser analisados.

Ameaça

Sobre a suposta ameaça que os adolescentes que procuram os curadores recebem de que algo deve acontecer a suas famílias caso deixem de executar as tarefas propostas ou contem para alguém sobre o jogo, o apelo da secretaria é de que pais e professores assegurem esses jovens de que elas não são reais. “Alguns menores estão efetivamente com medo”, disse Mesquita.

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